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Relacionamentos

Cushioning é prática de usar outras pessoas como 'plano B' em relacionamentos e pode sabotar conexões

Prática consiste em flertar com outras pessoas ou manter contato com ex-parceiros para evitar a solidão caso o relacionamento atual fracasse

Por Redação Diário Local

A prática de manter outras pessoas como uma alternativa de reserva caso o relacionamento atual fracasse, conhecida como cushioning, tem sido identificada como um comportamento que pode prejudicar a realização afetiva. O termo, que em tradução literal significa 'amortecimento', refere-se ao ato de investir em novas conexões de forma escondida do parceiro atual.

No cushioning, o indivíduo orbita em torno de outras pessoas para garantir uma transição caso a relação principal falhe. Isso pode incluir desde ex-parceiros e amigos com segundas intenções até novos contatos obtidos por meio de aplicativos de namoro.

O comportamento é caracterizado por flertes ou pela manutenção de conexões românticas que ocorrem sem o conhecimento da outra parte. Mesmo em relacionamentos sérios, a pessoa busca criar um suporte emocional externo para não enfrentar o término sozinha.

O uso de aplicativos de namoro tem sido apontado como um fator que impulsiona essa tendência. Segundo a coach de relacionamentos April Davis, essas plataformas reforçam a percepção de que sempre existe uma opção melhor disponível a apenas um deslize de tela.

A prática é comparada ao conceito de 'microtraição'. Isso ocorre porque, embora a pessoa esteja tecnicamente em um compromisso, ela continua flertando ou considerando novas conexões românticas de forma paralela.

Especialistas indicam que o padrão de comportamento tem origem em questões emocionais profundas. Uma das causas principais é a incapacidade de lidar com a solitude ou o estado de estar sozinho.

A dificuldade de enfrentar o fim de um ciclo também contribui para o fenômeno. O cushioning serve como uma proteção para evitar o vazio emocional que costuma surgir após o término de um namoro ou casamento.

Em vez de encerrar uma relação que já não traz felicidade, o indivíduo busca o 'amortecimento' emocional. Dessa forma, ele tenta mitigar os riscos de uma possível ruptura afetiva.

Para lidar com essa dinâmica, especialistas sugerem que a melhor saída seja manter um diálogo aberto com a parceria. A transparência é vista como o primeiro passo para resolver conflitos de expectativa.

É importante que os envolvidos compreendam quais são os limites estabelecidos dentro do relacionamento. Entender o que é aceitável para ambos ajuda a evitar desentendimentos e quebras de confiança.

Além disso, identificar o momento certo de encerrar uma relação é fundamental para a saúde mental. Manter um vínculo que já não satisfaz, enquanto se busca outras opções, tende a prolongar o desgaste emocional.

O cushioning pode afetar a qualidade das relações atuais e a capacidade de construir vínculos profundos. Ao focar em 'planos B', o indivíduo acaba não se dedicando plenamente ao parceiro presente.

A compreensão desse quadro é essencial para quem deseja construir relações mais saudáveis e autênticas. O reconhecimento do comportamento é o ponto de partida para mudanças de atitude.

Por fim, a busca por autoconhecimento ajuda a enfrentar o medo da separação. Estar preparado para o fim de um ciclo é necessário para que novos começos ocorram de forma madura e consciente.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.