Polícia Civil e MP investigam conexão de facções no Rio com a organização Al-Qaeda
Operação Hawala mira esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas que movimentou R$ 100 milhões e pode ter ligação com grupo terrorista
Por Davy Albuquerque
A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram uma operação nesta quarta-feira (15) para investigar um esquema de lavagem de dinheiro de facções criminosas. Segundo as autoridades, o grupo investigado pode possuir uma conexão com integrantes da estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda.
A ação, denominada Operação Hawala, foca em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas que movimentou, ao menos, R$ 100 milhões. Até o momento, 10 pessoas foram presas durante a ofensiva.
O que é a Al-Qaeda?
A Al-Qaeda é uma rede terrorista internacional que foi criada por Osama bin Laden no final dos anos 1980. A organização tem como uma de suas principais missões combater a influência de países ocidentais em nações muçulmanas e estabelecer regimes de caráter fundamentalista.
O nome da organização tem raízes no termo árabe que pode significar base, alicerce ou pedestal. O termo já era utilizado por radicais islâmicos em meados dos anos 1980 durante o período de defesa do Afeganistão contra a invasão soviética, ocorrida em 1979.
Historicamente, o grupo se consolidou em regiões como o Paquistão e o Afeganistão. No final dos anos 1990, a organização estabeleceu laços com o grupo Talibã, que controlava o governo afegão na época, permitindo que a rede operasse com maior segurança no país.
Atuação e impacto global
A notoriedade da Al-Qaeda cresceu após os ataques de 11 de setembro de 2001, quando membros do grupo utilizaram aviões comerciais contra as torres do World Trade Center e o Pentágono, nos Estados Unidos. O evento provocou a invasão do Afeganistão pelas forças norte-americanas para tentar desarticular as bases da organização.
Por possuir uma estrutura descentralizada, não é possível determinar com precisão o número total de seus membros. No entanto, estimativas dos Estados Unidos indicam que a rede conta com centenas ou até milhares de militantes distribuídos por diversos países.
A organização já foi associada a outros ataques internacionais, como os ocorridos em Madri, em 2004, e em Londres, em 2005. Relatórios internacionais apontam que a rede mantém células que buscam planejar ataques contra nações ocidentais em diferentes continentes.
