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Segurança

Polícia Civil e Ministério Público realizam operação contra lavagem de R$ 100 milhões para facções

Ação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro investiga esquema que movimentou recursos de facções e possui conexão com organização terrorista.

Por Davy Albuquerque

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Hawala. A ação tem como objetivo desarticular uma organização especializada em lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 100 milhões oriundos do tráfico de drogas.

Até o momento, oito pessoas foram presas durante as diligências da ofensiva. As investigações apontam que o esquema de ocultação de recursos prestava serviços para a facção Terceiro Comando Puro (TCP).

Além da atuação para o TCP, o grupo criminoso também ocultava valores ligados a outras organizações, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). O foco central é desmantelar a estrutura financeira que sustenta as atividades desses grupos.

Durante o processo de apuração, as autoridades identificaram um desdobramento que amplia a gravidade do caso. A Polícia Civil informou que foi detectada uma possível conexão entre o esquema e um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda.

A operação busca interromper o fluxo de capital que alimenta o crime organizado no estado. O montante de R$ 100 milhões movimentado demonstra a capilaridade e o impacto do esquema de lavagem de capitais.

As forças de segurança continuam trabalhando no cumprimento de mandados relacionados ao caso. As prisões realizadas nesta quarta-feira fazem parte da estratégia de asfixia financeira das facções envolvidas.

Os agentes seguem com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos na rede de lavagem de dinheiro. O trabalho conjunto entre a Polícia Civil e o Ministério Público visa mapear toda a trajetória dos valores ilícitos.

A Operação Hawala segue em andamento para identificar o alcance total da organização no Rio de Janeiro. O objetivo é desarticular não apenas os operadores financeiros, mas também os beneficiários do esquema de ocultação de bens.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.