Grupo ligado a dono de academia movimenta R$ 4,5 milhões em seis meses e é alvo de operação
Operação da Ficco/MG investiga grupo que movimentou R$ 4,5 milhões e usava academia para lavar dinheiro de tráfico.
Por Redação Diário Local
Uma organização criminosa investigada por tráfico transnacional de drogas e lavagem de dinheiro movimentou aproximadamente R$ 4,5 milhões em apenas seis meses, informou a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (Ficco/MG). A movimentação financeira ocorreu entre maio e outubro de 2025 e foi identificada por meio de análise de comprovantes bancários.
A operação, denominada Dinheiro Suado, teve como um de seus alvos uma academia em Nova Ponte, no Triângulo Mineiro. Segundo a Ficco, o estabelecimento pertence ao investigado em sociedade com o sogro e seria utilizado para a lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilícitas.
Como funciona a organização criminosa?
De acordo com as investigações da Ficco, o grupo possuía uma estrutura dividida em diferentes frentes de atuação. Um dos núcleos era responsável pela logística do tráfico, o que incluía a articulação do transporte e a distribuição das cargas de entorpecentes.
Outro núcleo atuava na área financeira e patrimonial. Este setor era responsável pela movimentação de recursos por meio de contas bancárias, além do uso de empresas e bens registrados em nome de terceiros para ocultar o patrimônio do grupo.
A organização é suspeita de realizar o tráfico internacional de drogas, com foco no transporte de cocaína vinda da Bolívia para distribuição em território brasileiro. Durante as buscas, foram encontrados dinheiro em espécie, aparelhos celulares e veículos de luxo.
Alcance da operação e bloqueio de bens
A força-tarefa cumpriu 13 mandados judiciais em endereços localizados em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. O objetivo central da ação é desarticular a estrutura da organização criminosa e seus ativos.
A Justiça determinou o sequestro, o arresto e a indisponibilidade de bens que somam até R$ 7,85 milhões. A medida atinge sete pessoas físicas e três empresas, prevendo ainda o bloqueio de veículos e outras restrições patrimoniais.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, de acordo com a participação de cada um no esquema.
