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Segurança

Rio registra um roubo a cada oito minutos e moradores mudam rotina por medo de assaltos

Dados do ISP mostram que a capital fluminense registrou 25.425 roubos entre janeiro e maio; motoristas evitam sinais e pedestres alteram hábitos.

Por Davy Albuquerque

A cidade do Rio de Janeiro registra, em média, um roubo a cada oito minutos. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), foram contabilizados 25.425 roubos de todos os tipos na capital entre janeiro e maio deste ano.

Embora o índice represente uma redução de 6% em comparação ao mesmo período de 2025, quando ocorreram 27.136 registros, a frequência das abordagens mantém moradores e motoristas em estado de alerta constante. O medo de assaltos faz parte da rotina de quem circula por regiões como a Zona Sul, a Barra da Tijuca e a Zona Norte.

Em diversos pontos, basta o fluxo de veículos parar por alguns segundos para que criminosos aproveitem a oportunidade. Na Avenida Lineu de Paula Machado, na Lagoa, Zona Sul, por exemplo, um homem em uma motocicleta rendeu um motorista e roubou seu celular em uma ação que durou menos de 40 segundos.

Na Avenida Brasil, na região de Ramos, outro flagrante mostrou a vulnerabilidade de veículos parados: dois homens tentaram assaltar os ocupantes de uma caminhonete. No Engenho Novo, no cruzamento conhecido como Buraco do Padre, motoristas relatam situações de tensão, incluindo abordagens com armas de fogo e ocorrências de arrastão.

Como a insegurança altera a rotina

O clima de insegurança tem transformado hábitos cotidianos. Na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, a prática de circular com os vidros dos veículos fechados tornou-se comum. Moradores relatam que o medo de ataques vindos de áreas de vegetação ou de abordagens em semáforos mudou a forma como protegem a família.

Pedestres também criam estratégias para reduzir a exposição. Em diversas áreas, pessoas evitam retirar o celular da bolsa, preferem esconder o aparelho sob a roupa ou aguardam o transporte coletivo apenas em pontos com maior movimentação de pessoas e sob abrigos que dificultem a visualização.

Apesar do patrulhamento em áreas como o BarraShopping e cruzamentos da Barra da Tijuca, a sensação de vulnerabilidade persiste. Relatos de pessoas que já foram vítimas de múltiplos assaltos reforçam a percepção de que a liberdade de ir e vir está condicionada ao estado de vigilância constante.

Resposta das autoridades

A Polícia Militar informou que realiza patrulhamento diário em todas as regiões da cidade com apoio de tecnologia e inteligência. Segundo a corporação, o policiamento é reforçado em vias expressas e em áreas com maior incidência de roubos a pedestres e motoristas.

A Polícia Civil afirmou que atua de forma integrada para desarticular organizações criminosas envolvidas em roubos e outros delitos. A corporação ressaltou que as investigações são permanentes e baseadas em critérios técnicos, reforçando a importância de que as vítimas registrem ocorrência para auxiliar o trabalho de investigação.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.