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Investigação

PF apreende quadro que pode ser de Di Cavalcanti em imóvel de dono da PixBet

Obra foi encontrada em João Pessoa durante operação que investiga ocultação de recursos de apostas esportivas.

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) encontrou, nesta quinta-feira (13), um quadro que pode ser de autoria do renomado pintor brasileiro Di Cavalcanti em um imóvel de propriedade de Ernildo Júnior. O empresário é dono da PixBet, empresa paraibana de apostas on-line, e o achado ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

A obra foi localizada em um apartamento situado no bairro do Altiplano, em João Pessoa (PB). O encontro faz parte das ações da Operação Arena, que investiga um grupo empresarial suspeito de ocultar a origem de recursos obtidos com jogos de azar e apostas esportivas.

Após a apreensão, o quadro será submetido a uma análise pericial para confirmar se a autoria é de fato de Di Cavalcanti. Caso a autenticidade da peça seja comprovada, estima-se que o valor de mercado da obra chegue a R$ 500 mil.

Além de Ernildo Júnior, a operação também tem como alvo o advogado Nelson Wilians. O profissional é proprietário de um grande escritório de advocacia e figura entre os investigados nas buscas realizadas pela PF.

A Operação Arena investiga a utilização de estruturas societárias e financeiras no exterior para esconder o destino de movimentações financeiras. Segundo a Receita Federal, o grupo utilizaria empresas estrangeiras para justificar remessas internacionais de valores.

A fiscalização apurou que não foram encontrados elementos que comprovem atividades econômicas compatíveis com o montante de dinheiro movimentado. O esquema envolveria mecanismos sofisticados para dificultar o rastreio do capital.

Entre os métodos identificados pela investigação estão o uso de instituições de pagamento, operações de câmbio e ativos digitais. O objetivo seria ocultar a identidade de beneficiários finais e a origem dos recursos.

Houve também a identificação de possíveis indícios de omissão de rendimentos. O grupo é suspeito de utilizar estruturas empresariais para reduzir ou evitar, de forma irregular, a carga tributária sobre as atividades desenvolvidas.

Como funciona o esquema investigado?

A Receita Federal destacou que, embora o setor de apostas de quota fixa tenha passado por regulamentação recente no Brasil, as práticas de ocultação já ocorriam anteriormente. Os indícios apontam que o grupo já utilizava mecanismos para esconder receitas e operações.

A estratégia envolve o emprego de empresas nacionais e estrangeiras de forma coordenada. O uso de ativos digitais e estruturas financeiras complexas dificultaria a identificação da destinação real do dinheiro.

Detalhes da operação e mandados

A ação policial conta com a quebra dos sigilos telemático e bancário dos investigados. Além disso, foi determinado o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 1,1 bilhão.

Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão. As medidas ocorrem nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná, sob determinação da 4ª Vara Federal da Paraíba.

O trabalho é realizado em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Os alvos podem responder por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.