Empresários e economistas assinam manifesto pedindo afastamento de investigados no caso Master
Grupo de 157 profissionais exige apuração independente e código de conduta para cortes superiores e órgãos de acusação
Por Redação Diário Local
Um grupo de 157 integrantes, formado por empresários, economistas e profissionais liberais, assinou um manifesto que solicita o afastamento cautelar de autoridades formalmente investigadas no caso Master. O documento, intitulado “Manifesto público pela lei e pelo Brasil”, foi divulgado nesta terça-feira (8).
Além do pedido de afastamento, o grupo defende uma apuração completa, célere e independente sobre os fatos e as responsabilidades envolvidas no caso. O manifesto é acompanhado de uma petição pública aberta à adesão de qualquer cidadão.
Os signatários também sugerem a adoção de um código de conduta vinculante para as cortes superiores, bem como para os órgãos de investigação e de acusação. Segundo o texto, as recentes notícias sobre o caso Master são consequência de um sistema que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe aos demais setores.
O que pede o manifesto?
O documento afirma que as menções feitas alcançam ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), cúpulas da Polícia Federal (PF), do Ministério Público e do Congresso Nacional. O texto menciona ainda núcleos próximos ao ex-presidente e ao atual presidente da República.
De acordo com os autores, cabe às instituições apurar os fatos com urgência e com todas as garantias do devido processo. O grupo ressalta que a situação mina a confiança da população na Justiça brasileira.
Para os defensores do manifesto, a suspeita de que decisões judiciais, policiais ou de controle possam ser influenciadas por proximidade ou interesses compromete a reputação das instituições. O texto afirma que está em jogo a garantia de que a lei vale igualmente para todos.
Qual o contexto da crise no STF?
Embora o manifesto não cite nomes específicos, o documento surge em meio a uma crise no STF que envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A tensão teve início após a divulgação de uma relação próxima entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.
Em 1º de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo das investigações sobre o caso Master e expôs mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. O ministro defende que o conteúdo deve ser analisado pelo plenário do STF.
Em resposta, o ministro Alexandre de Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news nesta quinta-feira (3). No entanto, o ministro Flávio Fachin retirou Mendonça do referido inquérito nesta sexta-feira (4) e determinou prazos para manifestações das partes envolvidas.
