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Segurança

Polícia Federal indicia Daniel Vorcaro e mais 14 pessoas por crimes financeiros

Relatório da Polícia Federal aponta suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o fundador do Banco Master

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta quarta-feira (28), o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outras 14 pessoas por suspeitas de crimes financeiros. A medida consta de um relatório parcial de investigação criminal referente ao Inquérito 5.026, que apura a tentativa de venda do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB).

O processo tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com os agentes federais, há indícios de um esquema de operações financeiras utilizando carteiras de crédito com origem questionada, além de produção de documentos e suposta ocultação da titularidade e da movimentação de recursos.

A investigação aponta que o esquema contaria com a participação de integrantes das estruturas executivas, financeiras, jurídicas e operacionais tanto dos bancos quanto de empresas relacionadas aos negócios. O relatório busca detalhar como funcionavam as movimentações financeiras durante o período investigado.

Daniel Vorcaro foi indiciado por suspeitas de gestão fraudulenta de instituição financeira, crimes relacionados a organização criminosa e lavagem de dinheiro. O indiciamento é uma etapa da investigação que qualifica o indivíduo como suspeito, mas não representa uma condenação criminal.

O procedimento é anterior à fase de denúncia, que ocorre quando o Ministério Público formaliza a acusação ao Poder Judiciário. As imputações contidas no relatório da PF ainda dependem de análise das autoridades competentes para que o caso avance na Justiça.

O que diz a defesa

Em nota, os advogados de Daniel Vorcaro classificaram a decisão da Polícia Federal como "açodada e afoita". A defesa argumentou que o trabalho investigativo ainda não foi concluído, mencionando que existem perícias em andamento e materiais apreendidos que ainda não foram analisados.

Os defensores do fundador do Banco Master afirmaram ainda que há depoimentos pendentes de realização por parte dos envolvidos. Segundo a equipe jurídica, a investigação carece de uma conclusão completa antes de qualquer medida decisiva.

A defesa também sustentou que não existe comprovação técnica de fraude ou de prejuízo causado ao Banco de Brasília. Sobre a suspeita de lavagem de dinheiro, os advogados contestaram a acusação, alegando que a análise técnica dos fluxos financeiros ainda está pendente.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.