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Investigação

Polícia Federal investiga Paulo Guedes por suposto uso de imagem para dar legitimidade à empresa OnilX

Inquérito da Polícia Federal apura se o ex-ministro da Economia prestou consultoria e usou imagem para validar operações da OnilX

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal investiga o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, por suposto envolvimento na promoção de legitimidade às operações da empresa OnilX. O economista é alvo de um inquérito que apura crime contra o sistema financeiro e investiga se sua atuação ajudou a validar o negócio da companhia, acusada de dar calote em investidores.

O inquérito policial foi autuado em 10 de fevereiro deste ano e tramita sob sigilo na 9ª Vara Federal de Curitiba. Além de Guedes, o empresário Fábio Lino, dono da OnilX, e outras dez pessoas também são investigados pelo caso.

Como funcionava a relação com a empresa

De acordo com as investigações, Paulo Guedes teria mantido um contrato de marketing e prestado consultoria à OnilX. Funcionários da empresa utilizavam a participação do economista para transmitir credibilidade ao negócio para novos clientes.

A relação entre o ex-ministro e a empresa incluía a participação em reuniões estratégicas e o recebimento de potenciais investidores em conversas privadas. A imagem de Guedes também era utilizada em materiais de divulgação da companhia.

Em uma publicação da própria OnilX, o ex-ministro apareceu ao lado de Fábio Lino e de executivos da Visa em um evento descrito como de alta relevância estratégica. Na ocasião, a participação de Guedes foi apresentada como suporte e visão para o negócio.

Acusações de calote e pirâmide financeira

A OnilX é alvo de mais de 100 ações judiciais registradas entre 12 de junho e 10 de setembro. Investidores alegam que enfrentam dificuldades para resgatar valores aplicados em produtos de criptomoedas e stablecoins (moedas digitais pareadas a ativos reais).

Em processos movidos contra o grupo, mensagens de uma assessora da empresa indicam que a participação de Guedes era usada como argumento de venda. Segundo os registros, a assessora tentava convencer clientes a aplicar entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, mencionando que o ex-ministro estaria "dentro da empresa".

A empresa foi alvo de uma ordem de suspensão de atividades (stop order) pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no início deste ano, devido à oferta irregular de valores mobiliários. Atualmente, a OnilX responde a processos em estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Alagoas e Pará.

A OnilX nega as acusações e afirma que atua de forma regular no mercado de ativos virtuais. A defesa de Paulo Guedes é composta pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que também atuam na defesa de Fábio Lino no inquérito.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.