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Segurança

Polícia Federal investiga entrada ilegal de pintura do patrimônio cultural do Peru no Brasil

PF deflagrou operação no Rio de Janeiro para apurar a comercialização ilegal de pintura do século XVII pertencente ao patrimônio peruano.

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (30), no Rio de Janeiro, a Operação Peabiru para apurar a possível entrada e comercialização ilegal de uma obra de arte pertencente ao patrimônio cultural do Peru em território brasileiro. A ação busca identificar como uma pintura do século XVII foi parar em uma plataforma de vendas internacional.

A investigação teve início após a Polícia Nacional do Peru comunicar oficialmente à Polícia Federal que a tela intitulada "Magnífico Señor de los Temblores – Escuela Cusqueña, Siglo XVII" estava sendo oferecida em um site de comércio de obras de arte. Diligências realizadas pelos agentes indicaram que a obra possui vínculos com uma empresa de comércio de artes e antiguidades sediada no Rio de Janeiro.

Durante a operação, os policiais cumprem mandados de busca e apreensão na região do Alto da Boa Vista, na Zona Norte da capital fluminense. O objetivo é apreender a tela e localizar documentos fundamentais para o caso, como registros de aquisição, procedência, transporte, importação e comercialização do objeto.

Os agentes também buscam dispositivos eletrônicos que possam conter provas relacionadas ao esquema de tráfico. A PF apura os crimes de receptação qualificada e contrabando, além de outras infrações penais que possam ser descobertas durante o curso das investigações.

Segundo análise técnica do Ministério da Cultura do Peru, a peça é uma pintura vice-reinal de relevante valor histórico e artístico. Por ser reconhecida como parte do Patrimônio Cultural da Nação Peruana, a obra não poderia ter sido retirada do território peruano sem uma autorização estatal específica.

A atuação faz parte de um esforço de cooperação policial internacional entre Brasil e Peru. O foco conjunto é o combate ao tráfico de bens culturais e a recuperação de objetos que pertencem ao patrimônio histórico e artístico de nações estrangeiras.

O nome da operação, Peabiru, faz referência ao Caminho do Peabiru, uma antiga rede de trilhas indígenas que conectava o atual território brasileiro ao interior do continente e áreas próximas aos Andes. Segundo a Polícia Federal, a escolha do nome simboliza a ligação histórica entre o Brasil e a região andina.

A denominação também representa o esforço de cooperação entre os dois países para reconstituir a trajetória do bem cultural investigado. A meta é preservar a origem da obra e possibilitar seu retorno ao patrimônio cultural peruano, caso seja confirmada a saída irregular da pintura do país vizinho.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.