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Segurança

Réu acusado de integrar milícia ameaça delegado de morte durante julgamento em São Gonçalo

Ronan Azevedo Bento proferiu ameaças contra o delegado Leonardo Dantas durante sessão do Tribunal do Júri; julgamento foi suspenso

Por Redação Diário Local

O réu Ronan Azevedo Bento, acusado de integrar uma milícia em São Gonçalo, ameaçou de morte o delegado da Polícia Civil Leonardo Affonso Dantas dos Santos durante uma sessão do Tribunal do Júri na última terça-feira (25).

O episódio ocorreu no plenário do júri durante o depoimento da primeira testemunha. Segundo o delegado Leonardo Dantas, o acusado virou-se em sua direção, disse a frase "Vou te pegar" e fez gestos de ameaça.

Ronan e Anderson Cabral Pereira, conhecido como Sássa, respondem pelo homicídio de Douglas Quintino Ribeiro e são acusados de fazer parte de um grupo miliciano que atuava em bairros como Porto Velho, Porto Novo, Gradim e Porto da Madama, em São Gonçalo. De acordo com o delegado, o grupo realizava extorsões de moradores e comerciantes, além de homicídios para garantir a cobrança de taxas.

Suspensão do julgamento e multas

A magistrada Juliana Bessa Ferraz Krykhtine ordenou a retirada de Ronan da sessão logo após o ocorrido. O julgamento acabou sendo suspenso porque, ao ser interrogado, o acusado afirmou que não desejava mais ser representado pela Defensoria Pública.

A defesa de Anderson Cabral Pereira, representada pelo advogado Luan Pedrosa Palmeira, alegou que os jurados foram prejudicados pela ameaça feita ao delegado. Em razão da conduta, os dois réus foram multados em R$ 10 mil cada por litigância de má-fé.

O julgamento foi remarcado para o dia 2 de dezembro de 2027.

Medidas de proteção e segurança

O Ministério Público (MPRJ) solicitou à Justiça a adoção de providências efetivas para a proteção institucional do delegado. A promotora Silvia Regina Aquino do Amaral afirmou que o comportamento de Ronan representou uma tentativa de intimidação contra uma testemunha de acusação.

Entre as medidas solicitadas pelo Ministério Público estão a reavaliação da classificação de segurança dos réus no sistema penitenciário, o monitoramento de seus contatos externos e a possível transferência para outra unidade prisional.

Os acusados já possuem condenações anteriores em outro processo: Anderson Cabral Pereira foi condenado a 130 anos de prisão e Ronan Azevedo Bento a 112 anos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.