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Segurança

Descer a serra no ponto morto não economiza combustível e oferece risco de acidente

Prática de dirigir em ponto morto não reduz o consumo em veículos modernos e pode causar superaquecimento do sistema de freios.

Por Redação Diário Local

Descer a serra com o veículo em ponto morto, prática conhecida como colocar o carro na "banguela", não promove economia de combustível em carros modernos e compromete a segurança de motoristas e passageiros. A atitude sobrecarrega o sistema de frenagem, elevando o risco de superaquecimento e perda de eficiência nos freios.

A ideia de que essa manobra reduz gastos vem de veículos mais antigos, que utilizavam carburador. No entanto, nos modelos atuais, a eficiência do combustível depende diretamente da gestão do sistema de injeção eletrônica durante o trajeto.

Em veículos equipados com injeção eletrônica, a central eletrônica interrompe ou reduz drasticamente a injeção de combustível quando o condutor retira o pé do acelerador enquanto o carro permanece engrenado. Nesse cenário, o movimento das rodas mantém o motor girando sem gasto adicional significativo.

Ao colocar o veículo no ponto morto, ocorre o oposto: o motor precisa continuar funcionando em marcha lenta para não desligar. Para manter esse funcionamento básico, o sistema exige o consumo constante de combustível, o que anula o suposto benefício econômico.

Por que a prática é perigosa?

O principal risco reside no sistema de freios, que passa a ser o único responsável por controlar a velocidade e o peso do veículo em descidas longas. O acionamento repetido ou prolongado dos pedais provoca o superaquecimento de componentes essenciais, como discos e pastilhas.

Em situações de calor extremo, o problema pode se estender ao fluido de freio. Se o fluido atingir temperaturas críticas, a sua capacidade de transmitir a pressão do pedal para o restante do sistema de frenagem é comprometida, o que pode resultar na perda total da frenagem.

Como dirigir com segurança na descida?

A recomendação de especialistas para garantir a segurança é manter o carro engrenado em uma marcha reduzida. Essa estratégia permite o uso do freio-motor, que utiliza a própria resistência do motor para ajudar a controlar a velocidade de forma natural.

Ao utilizar o freio-motor, o condutor evita que o sistema de frenagem seja submetido a um esforço contínuo e extremo. Isso ajuda a aliviar a carga sobre as pastilhas e discos, garantindo uma descida mais estável e diminuindo as chances de falhas mecânicas por superaquecimento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.