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Segurança

Arma falha durante tentativa de feminicídio em Vespasiano e salva vida de empresária

Munições incompatíveis impediram o disparo da pistola durante ataque de ex-companheiro em Minas Gerais; suspeito foi preso em flagrante.

Por Davy Albuquerque

Uma mulher de 40 anos sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após a arma utilizada pelo ex-companheiro falhar durante o ataque. O crime foi registrado nesta quinta-feira (16) (15).

A vítima, uma trancista e empresária, relatou que o suspeito, de 37 anos, a abordou em uma motocicleta em frente à sua residência. Segundo o relato, o homem teria solicitado uma conversa e forçado a mulher a entrar na garagem da casa.

O investigado teria anunciado a intenção de tirar a vida da ex-companheira antes de cometer suicídio. No momento em que tentou efetuar o disparo, a arma falhou, permitindo que a mulher buscasse ajuda após uma cliente chegar ao local e bater no portão.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher fugiu correndo pela rua em direção a uma escola situada em frente ao imóvel. O suspeito tentou entrar no estabelecimento, mas foi impedido por um funcionário, enquanto a vítima acionava a Polícia Militar (PM).

O homem foi detido em flagrante pela PM quando saía da casa da ex-companheira. O casal manteve um relacionamento por cerca de dois anos, que havia terminado há aproximadamente duas semanas.

Por que a arma falhou?

A falha no disparo ocorreu porque a pistola semiautomática, de calibre .380, estava municiada com projéteis de calibres diferentes. De acordo com o tenente-coronel Diego Silva, o armamento continha tanto munições .380 quanto munições de calibre 9 mm.

Como as munições de 9 mm são incompatíveis com o calibre da pistola, elas não foram deflagradas, o que impediu o disparo e salvou a vida da vítima. A arma foi localizada pelos militares escondida em um banheiro em obras na residência.

A mulher, que é mãe solo de três filhos, informou que já possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Em depoimento, ela alertou outras mulheres para que não ignorem sinais de violência, por menores que pareçam.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.