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Rio de Janeiro

Túmulo de ex-presidente Emílio Médici é vandalizado no Rio de Janeiro

Lápide do ex-presidente foi pichada com frase sobre ditadura no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Por Redação Diário Local

A lápide do ex-presidente Emílio Garrastazu Médici foi vandalizada no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Imagens divulgadas pelo perfil de turismo cultural Necrotour RJ mostram a inscrição "Ditadura nunca mais", escrita em vermelho, sobre o monumento funerário do ex-mandatário.

O perfil que registrou o ocorrido afirmou que o ato de vandalismo não representa descaso da administração do cemitério. Segundo a publicação, o grande fluxo de pessoas e funcionários no local torna impossível o controle ininterrupto de todas as áreas da unidade.

De acordo com o Artigo 210 do Código Penal, violar ou profanar uma sepultura configura crime contra o respeito aos mortos. A legislação prevê que atos de degradação, ultraje ou aviltamento do espaço — como pichações ou danos à lápide — são passíveis de punição.

A pena prevista para quem comete a profanação de sepultura ou urna funerária é de reclusão de um a três anos, além do pagamento de multa. O crime ocorre quando há ação desrespeitosa que visa degradar ou aviltar o local de descanso.

Quem foi Emílio Médici?

Emílio Garrastazu Médici foi um militar que assumiu a presidência da República em 30 de outubro de 1969. Sua trajetória incluiu a chefia do Serviço Nacional de Informações (SNI) em 1967 e o comando do 3º Exército em Porto Alegre (RS).

O governo Médici foi marcado pelo período conhecido como "Milagre Econômico", caracterizado pelo avanço do Produto Interno Bruto (PIB) e pelo lançamento de grandes obras de infraestrutura, como a Ponte Rio-Niterói, a rodovia Transamazônica e a Perimetral Norte.

Por outro lado, a gestão também foi alvo de denúncias de tortura, mortes e desaparecimentos de presos políticos. O período foi acompanhado por intensa atividade de combate à guerrilha urbana e rural no país.

O ex-presidente faleceu no Rio de Janeiro em 9 de outubro de 1985, aos 79 anos. A morte ocorreu em decorrência de insuficiência renal e respiratória causada por um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.