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Distrito Federal

Vendedora de doces no DF sofre ofensas e tentativa de boicote por causa de casaco vermelho

Empreendedora que se caracteriza como personagem 'Chiquinha' denuncia mensagens de ódio e tentativa de boicote após as eleições.

Por Redação Diário Local

Uma empreendedora que vende doces no Distrito Federal, caracterizada como a personagem Chiquinha (do seriado Chaves), denunciou ter sido alvo de ofensas, xingamentos e tentativas de boicote nas redes sociais. Os ataques teriam sido motivados pelo uso de um casaco vermelho, parte do figurino da personagem, e começaram no domingo (25).

Taires Santos relatou que as mensagens de ódio e o assédio eleitoral surgiram após o resultado das eleições presidenciais. Segundo ela, as críticas baseiam-se em uma suposição de preferência política devido à cor da roupa, embora a vendedora afirme não ter feito qualquer manifestação política.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a empreendedora detalhou o teor das ofensas recebidas. Entre as mensagens, constavam pedidos para que as pessoas deixassem de comprar seus produtos e comentários com termos pejorativos que associavam a cor do vestuário a partidos políticos.

A vendedora explicou que a cor vermelha faz parte da caracterização da personagem e é comumente utilizada por comerciantes para atrair a atenção. "Quem assistiu ao seriado sabe que isso daqui não é nada de partido político", afirmou Taires ao mostrar a fantasia.

O caso também envolve uma colega de trabalho, que também vende guloseimas e teria sofrido ataques similares. Taires relatou que as ofensas e o movimento de boicote partiriam de integrantes de um grupo de mulheres, o que tem gerado preocupação com a continuidade das intimidações.

Mãe de duas crianças, de 4 e 12 anos, a empreendedora questionou o impacto das campanhas de boicote no sustento de sua família. Ela destacou que depende das vendas diárias para garantir a alimentação dos filhos e pediu que o público não normalize ameaças contra trabalhadores.

Taires Santos afirmou que pretende denunciar o caso às autoridades caso as agressões e as tentativas de difamação profissional persistam. Ela reforçou que as mensagens de ódio surgiram sem qualquer fundamento real sobre sua conduta política.

O episódio ocorre em um período de monitoramento das autoridades sobre retaliações políticas. Na terça-feira (27), o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que investiga denúncias relacionadas ao incentivo à demissão de profissionais por suas escolhas político-partidárias.

O MPT alertou que o encerramento do período de votação não impede a apuração de práticas discriminatórias. O órgão reforçou que o combate a retaliações motivadas por supostas preferências políticas segue como prioridade de fiscalização.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.