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Economia

Abimaq é contra lei de reciprocidade e defende via diplomática contra tarifas dos EUA

Presidente da Abimaq, José Velloso, reuniu-se com Geraldo Alckmin para debater impacto das novas taxas americanas nas indústrias brasileiras.

Por Redação Diário Local

O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, manifestou oposição à aplicação de uma lei de reciprocidade como resposta às tarifas de 25% impostas pelo governo dos Estados Unidos (EUA) a produtos brasileiros. O dirigente defende que a solução para o impasse deve ocorrer via diplomacia, e não por meio de retaliações comerciais.

A posição foi apresentada durante reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, realizada na manhã desta terça-feira (21), para debater medidas de socorro ao setor industrial. O objetivo do encontro foi discutir estratégias para mitigar os impactos do novo "tarifaço" norte-americano, que deve entrar em vigor nesta quarta-feira (22).

Segundo Velloso, o setor privado nos Estados Unidos manifestou apoio à indústria brasileira durante audiência pública recente. O presidente da Abimaq ressaltou que, embora empresários norte-americanos tenham se posicionado contra a medida, o governo dos EUA optou por manter a aplicação das tarifas.

Para a liderança da entidade, o componente do conflito é predominantemente político. "Não entendemos que reciprocidade ou retaliação vai resolver um problema político. O que vai resolver um problema político é diplomacia do Estado e diplomacia empresarial, junto aos empresários norte-americanos", afirmou Velloso.

Quais são as propostas do setor para reduzir o impacto?

Durante o diálogo com o Governo Federal, a Abimaq apresentou propostas específicas para minimizar os danos à indústria nacional. O setor busca mecanismos que ampliem a competitividade das empresas brasileiras diante do cenário de aumento de custos de exportação.

Uma das sugestões centrais é o aprimoramento do Plano Brasil Soberano. A entidade defende uma revisão nos critérios de elegibilidade do programa, visando facilitar a adesão de um número maior de companhias e fortalecer o suporte estatal ao setor.

A medida de taxação de 25% sobre produtos brasileiros deve começar a ser aplicada já nesta quarta-feira (22). O anúncio das tarifas gera preocupação em diversos segmentos da cadeia produtiva que dependem do mercado norte-americano.

O governo federal planejou novas rodadas de reuniões ao longo desta terça-feira (21) com outros setores que também foram impactados pela decisão dos Estados Unidos. O foco é identificar os segmentos mais vulneráveis e coordenar ações de resposta ou mitigação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.