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Logística

Acidentes em rodovias federais custaram R$ 16,8 bilhões ao país em 2025

Sinistros em estradas federais geraram prejuízos de R$ 6,3 bilhões com mortes e R$ 9,9 bilhões com vítimas, aponta levantamento.

Por Redação Diário Local

Os acidentes registrados nas rodovias federais brasileiras geraram um custo estimado de R$ 16,82 bilhões em 2025, segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O montante reflete o impacto dos sinistros na infraestrutura do país, afetando a cadeia produtiva e a segurança viária.

Do valor total, aproximadamente R$ 6,36 bilhões estão relacionados a acidentes com mortes. Outros R$ 9,98 bilhões referem-se a ocorrências com vítimas, enquanto R$ 480,5 milhões dizem respeito a sinistros sem vítimas. Embora não exista uma estimativa específica para o transporte rodoviário de cargas dentro desse total, o setor é um dos mais impactados pelo modal.

Um levantamento revelou ainda que, nos últimos três anos e meio, mais de 44% das mortes em rodovias federais no Brasil envolveram veículos pesados de transporte de carga.

O que diz a ANTT sobre a segurança?

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que atua na prevenção de acidentes por meio do Programa Vias Seguras. Instituído em 2022, o programa busca elevar os padrões de segurança em rodovias e ferrovias federais concedidas, além de serviços de transporte terrestre de passageiros e cargas.

A atuação do órgão envolve fiscalização técnica e operacional, acompanhamento das condições do pavimento, sinalização e dispositivos de segurança. A agência também realiza a análise de dados de sinistros e a verificação do desempenho das concessionárias para determinar medidas corretivas.

Entre as medidas exigidas pela ANTT para garantir a segurança nas rodovias concedidas estão a manutenção do pavimento, a implantação de sinalização, a duplicação de trechos, a correção de curvas e a instalação de barreiras de proteção. O órgão também cobra melhorias em drenagem, iluminação, áreas de escape e pontos de parada para motoristas.

Quais as sugestões para reduzir riscos?

Para enfrentar os gargalos na movimentação de mercadorias, especialistas recomendam intervenções em diferentes frentes. Narciso Ferreira dos Santos Neto, coordenador do Observatório dos Transportes de Minas Gerais, sugere melhorias de engenharia, como a duplicação de corredores críticos com separador físico para evitar colisões frontais.

Outra proposta é a criação de uma terceira faixa em trechos de aclive e declive em estradas de pista simples, permitindo que caminhões subam sem comprometer o fluxo de veículos mais rápidos. O pesquisador também defende a adequação de curvas e a instalação de áreas de escape, como leitos de frenagem em regiões de serra.

No campo tecnológico, o especialista recomenda a fiscalização eletrônica de velocidade e o uso de barreiras de contenção de alto desempenho, capazes de suportar o impacto de veículos de mais de 30 toneladas. Ronderson Queiroz Hilário, doutor em geotecnia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), reforça a necessidade de manutenção constante e melhoria da geometria das vias com alto fluxo de carretas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.