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Economia

Alckmin afirma que governo busca solução para tarifas dos EUA e não quer guerra comercial

Vice-presidente Geraldo Alckmin diz que objetivo do governo é resolver o impasse comercial com os Estados Unidos e evitar retaliações.

Por Redação Diário Local

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, nesta quarta-feira (22), que o governo brasileiro não descarta acionar a Lei da Reciprocidade em resposta à tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. No entanto, ele ressaltou que o objetivo do governo é buscar uma solução e evitar uma guerra comercial entre os dois países.

As declarações foram feitas durante um evento na capital paulista, onde Alckmin respondeu a questionamentos sobre as novas taxas norte-americanas. Segundo o vice-presidente, embora a Lei da Reciprocidade esteja sendo avaliada, a intenção não é promover retaliações, mas sim resolver o impasse comercial.

A medida de taxação dos Estados Unidos deve atingir 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o impacto financeiro equivale a US$ 7,4 bilhões, com base nos valores registrados em 2024.

O governo norte-americano justificou a imposição das tarifas como uma resposta a supostas práticas comerciais desleais envolvendo temas como o Pix, o uso de etanol e o desmatamento. Alckmin, contudo, classificou a medida como injusta devido à diferença de proporcionalidade entre as taxas.

O vice-presidente destacou que a tarifa média aplicada pelo Brasil a produtos vindos dos Estados Unidos é de 3,1%. Ele pontuou ainda que, dos dez produtos que os americanos mais vendem para o mercado brasileiro, sete possuem tarifa zero.

Para mitigar os danos ao setor produtivo, o governo federal anunciou a disponibilização de R$ 18,5 bilhões em crédito com juros reduzidos. O montante será destinado a empresas afetadas pelo aumento das tarifas, além de setores considerados estratégicos, como minerais críticos e fertilizantes.

O governo federal também planeja buscar a abertura de novos mercados internacionais como estratégia de diversificação, sem interromper as negociações diplomáticas com os Estados Unidos. Para Alckmin, as divergências atuais são passageiras e o foco deve ser uma relação de integração produtiva entre as duas nações.

Durante sua fala, Alckmin também criticou posturas de membros da família do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a questão tarifária. O vice-presidente afirmou que o compartilhamento de informações equivocadas pode prejudicar a economia nacional, a manutenção de empregos e o funcionamento das empresas brasileiras.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.