Diário Local
Economia

Abert pede ao STF suspensão de medida provisória que proibiu publicidade de bets

Entidade alega que emissoras de rádio e TV foram diretamente afetadas pela proibição imediata de publicidade de apostas

Por Redação Diário Local

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) solicitou ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão da medida provisória (MP) que proibiu as apostas de quota fixa, as chamadas bets, no Brasil. A entidade afirma que as emissoras de rádio e televisão foram diretamente afetadas pela proibição imediata de publicidade e marketing do setor.

O pedido foi enviado ao ministro Fux por ele ser o relator de três ações que já discutem o marco legal das apostas, aprovado e sancionado em 2023. A Abert defende que a proibição deve ser suspensa até que essas ações sejam julgadas definitivamente.

A medida provisória foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira (25). A norma proíbe, em todo o território nacional, a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, além de impedir que as plataformas recebam novas apostas.

De acordo com o texto da MP, a proibição tem efeito imediato sobre todas as comunicações, propagandas, marketing e patrocínios relacionados às apostas. A restrição vale para qualquer meio de comunicação, tanto físico quanto digital.

A Abert argumenta que as empresas de comunicação são destinatárias diretas das obrigações e sanções impostas pela norma. A associação alega que houve desvio de finalidade, pois não teria sido demonstrada a urgência necessária para a edição de uma medida provisória.

A entidade sustenta ainda que o governo não poderia ter extinguido abruptamente um regime jurídico que ele próprio enviou ao Congresso e sancionou como lei. Segundo a peça protocolada, o Estado instituiu o mercado e fiscalizou sua operação antes de desfazer as posições jurídicas de forma unilateral.

A medida é questionada também pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Ambos os órgãos abriram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para contestar a proibição das apostas.

Os representantes do setor argumentam que a decisão foi abrupta e pode causar prejuízos bilionários. Segundo as entidades, as empresas realizaram investimentos no país baseadas no marco regulatório que estava vigente anteriormente.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.