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Economia

Mercado Livre, Vivara e Riachuelo apresentam resultados mistos no segundo trimestre de 2026

Empresas de varejo e tecnologia mostram desempenho variado entre crescimento de receita e pressão em margens e rentabilidade.

Por Redação Diário Local

As principais varejistas listadas na Bolsa de Valores apresentaram resultados mistos no segundo trimestre de 2026 (2T26), com sinais de resiliência em um cenário de consumo desafiador. Empresas como Mercado Livre, Riachuelo e Vivara registraram crescimento de receita e avanços operacionais, embora com impactos distintos em suas margens, rentabilidade e geração de caixa.

A reação do mercado aos números divulgados foi diversificada. As ações do Mercado Livre apresentaram queda de 7,15% (US$ 1.784,02) no início da tarde, enquanto a Vivara registrou perdas de 1,66% (R$ 21,92). Já a Riachuelo teve leves ganhos de 0,39% (R$ 7,80).

Mercado Livre

O Mercado Livre reportou resultados resilientes no período. A receita cresceu 50% em comparação anual, superando as estimativas em 5%, com apoio do volume bruto de mercadorias (GMV) no Brasil e do volume de pagamentos da divisão de fintech. O lucro antes de juros e impostos (EBIT) atingiu US$ 683 milhões, em linha com as projeções.

Segundo o Morgan Stanley, os indicadores operacionais foram positivos no comércio eletrônico e no Mercado Pago. No Brasil, o GMV cresceu 39% em termos anuais. Na área financeira, a margem líquida de juros ajustada (NIMAL) da carteira de crédito subiu 290 pontos-base, chegando a 20,7% no trimestre.

A pressão sobre as margens brutas foi compensada pela eficiência em despesas administrativas, apesar de maiores incentivos no Brasil e custos de combustível. O Bradesco BBI avaliou que os números não indicam necessidade de revisões nas estimativas e manteve a recomendação de compra.

Riachuelo

A Riachuelo registrou um desempenho superior às expectativas. O lucro antes de impostos (EBT) ficou 10% acima da estimativa do JPMorgan, e o EBITDA superou o consenso do mercado em 3%. O crescimento foi impulsionado pela categoria de vestuário, que teve alta de 7,8% nas vendas em mesmas lojas (SSS).

A empresa também obteve ganhos de margem bruta, mesmo com custos elevados nos programas de relacionamento da Midway, seu braço financeiro. O Bradesco BBI destacou a consistência da execução da companhia e a visibilidade de lucros frente aos anos anteriores.

A XP classificou os resultados como fortes, ressaltando a tendência de crescimento em vestuário e a rentabilidade recorde, mesmo diante de um ambiente macroeconômico difícil e de um fluxo de clientes impactado pela Copa do Mundo.

Vivara

A Vivara apresentou resultados mais discretos no 2T26. A receita ficou ligeiramente abaixo das estimativas do Bradesco BBI, pressionada pela desaceleração da marca Life. O lucro líquido reportado ficou 12% abaixo das projeções devido a maiores despesas financeiras e de vendas.

O lucro por ação (LPA) ajustado foi de R$ 0,64, uma queda de 3% na comparação anual. Por outro lado, a companhia demonstrou controle de caixa ao gerar R$ 103 milhões e reduzir os níveis de estoque em 51 dias na comparação com o ano anterior.

O Goldman Sachs avaliou que o resultado veio em linha com o esperado, com a margem bruta superando as estimativas devido ao desempenho da categoria de joias. O banco também pontuou que a redução de estoques favoreceu uma geração de caixa mais robusta.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.