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Economia

Banco do Brasil paga R$ 100 milhões à União após repactuação de dívida

O desembolso faz parte de um novo cronograma de quitação de dívida aprovado pelo TCU, com pagamentos escalonados até 2029.

Por Redação Diário Local

O Banco do Brasil (BB) realizou o pagamento de R$ 100 milhões à União, seguindo o novo cronograma de quitação do Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD). O desembolso marca o primeiro pagamento após o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizar a repactuação dos prazos de amortização da dívida.

A medida segue um plano de pagamentos escalonados que se estende até 2029. O novo cronograma foi estabelecido após o banco solicitar uma reestruturação dos prazos originais em fevereiro deste ano.

De acordo com o planejamento aprovado, o Banco do Brasil deve seguir com duas parcelas anuais de R$ 100 milhões, nas próximas duas janelas de julho, em 2026 (26) e 2027 (27). O cronograma prevê ainda o pagamento de R$ 1 bilhão em julho de 2028 (28).

A última etapa da quitação está prevista para ocorrer em julho de 2029 (29), com um aporte de R$ 2,9 bilhões. O montante total a ser amortizado refere-se ao saldo remanescente do instrumento, que era de R$ 4,1 bilhões quando o TCU validou a repactuação.

Entenda o Instrumento Híbrido de Capital e Dívida

O IHCD foi contratado pelo Banco do Brasil em 2012 como uma forma de captação de recursos junto ao Tesouro Nacional. O mecanismo possui características mistas, funcionando tanto como dívida quanto como capital para a instituição.

Na prática, o recurso captado pelo banco deve ser devolvido ao Tesouro, mas ele também serve para reforçar o capital regulatório da instituição financeira. Ao todo, foram emitidos originalmente R$ 8,1 bilhões por meio deste instrumento.

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, definiu o pedido de reestruturação do cronograma como uma medida de gestão prudencial. Em declaração, a executiva afirmou que o procedimento é comum e que outros bancos também realizaram ações semelhantes.

A repactuação busca organizar o fluxo de desembolsos da instituição, garantindo a quitação total do saldo devedor dentro dos novos marcos temporais estabelecidos pelo órgão de controle.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.