Petrobras deve receber US$ 859 milhões de parceiras de consórcio até novembro
Empresas do consórcio BM-S-11A devem pagar os valores referentes às jazidas de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos.
Por Redação Diário Local
A Petrobras deve receber cerca de US$ 859 milhões das empresas parceiras do consórcio BM-S-11A até novembro de 2025. O montante é resultado de acordos de equalizações assinados nesta terça-feira (14) para as jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, localizadas na Bacia de Santos.
O anúncio foi feito pela estatal por meio de um fato relevante enviado ao mercado. O acordo envolve a compensação de valores referentes à operação das jazidas, que integram o contrato de concessão BM-S-11A.
A Petrobras atua como a operadora do projeto e detém uma participação de 42,5% no consórcio. O cronograma prevê que o recebimento desses recursos ocorra até o final de novembro.
As jazidas de Sururu e Berbigão são exploradas em regime de parceria entre diferentes companhias do setor de óleo e gás. O consórcio é formado por empresas de capital internacional que dividem as responsabilidades e os direitos sobre o bloco.
Além da Petrobras, a Shell é uma das integrantes do grupo, com uma participação de 25% no contrato de concessão. A TotalEnergies também compõe o consórcio, detendo 22,5% das operações nas áreas mencionadas.
A Petrogal completa a composição do grupo de parceiras, com uma fatia de 10% no projeto. O arranjo de equalização visa ajustar os custos e os repasses entre as participantes do consórcio conforme as normas do contrato.
A Bacia de Santos, onde estão situadas as jazidas de Berbigão e Sururu, é uma das áreas de maior relevância para a produção de petróleo no Brasil. O projeto BM-S-11A segue as regras de exploração de campos compartilhados.
Com a oficialização dos acordos, a estatal reforça o fluxo de caixa previsto para o segundo semestre deste ano. O detalhamento do contrato de concessão permite o acompanhamento dos aportes e das participações de cada acionista no bloco.
