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Economia

Ibovespa Futuro cai com inflação nos EUA e expectativa de pesquisa eleitoral

Contratos futuros caem com dados do CPI americano acima do esperado e mercado atento a novos levantamentos eleitorais.

Por Redação Diário Local

O Ibovespa Futuro opera em queda nesta quarta-feira (14), pressionado pela divulgação de dados da inflação nos Estados Unidos e pela expectativa de uma nova pesquisa Quaest sobre o segundo turno das eleições presidenciais. Por volta das 9h03, o índice recuava cerca de 0,79%, sendo negociado aos 204.595 pontos.

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) apresentou alta de 0,6% em setembro. Na comparação anual, o avanço foi de 3,7%, superando a projeção de mercado que estimava uma alta de 3,6% no mesmo período.

No cenário doméstico, o volume do setor de serviços no Brasil também contribuiu para a cautela. O indicador apresentou queda de 0,1% em relação a julho, registrando alta de 0,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O número ficou abaixo das projeções de mercado, que previam alta de 0,4% na base mensal e de 1,1% na comparação anual.

Tensões no Oriente Médio e energia

A volatilidade do mercado também é alimentada pelas tensões no Oriente Médio. Ataques a navios no Estreito de Ormuz e declarações de autoridades do Irã sobre a implementação de novas táticas de abordagem elevaram o risco de interrupções no fornecimento global de energia.

Esse cenário de instabilidade impacta os preços internacionais do petróleo, que operam com leve baixa apesar das preocupações com o abastecimento. O conflito envolve confrontos entre os houthis, apoiados pelo Irã, e a Arábia Saudita.

Mercado externo e commodities

Em Wall Street, os índices futuros operam de forma mista enquanto aguardam dados de inflação e balanços bancários. O Dow Jones Futuro registrava alta de 0,32%, o S&P 500 avançava 0,16% e o Nasdaq operava com desvalorização de 0,14%.

No mercado de commodities, as cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa. O movimento foi influenciado pela manutenção de altos-fornos no país asiático, o que reduz a demanda, somado aos altos estoques portuários registrados na Austrália e no Brasil.

No câmbio, o dólar à vista operava em alta de 0,40% na B3, cotado a R$ 5,041. Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam em queda generalizada, com investidores digerindo dados da China e aguardando relatórios inflacionários americanos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.