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Economia

Banco Central decreta liquidação da Trustee e da Banvox por violações de normas

Decisão do BC ocorre após identificação de graves violações legais; instituições possuem ligação com o caso Master.

Por Redação Diário Local

O Banco Central (BC) decretou, nesta quinta-feira (3), a liquidação extrajudicial da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. e da Banvox Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. A medida foi tomada devido à identificação de "graves violações às normas legais que disciplinam as atividades das instituições".

As duas distribuidoras, com sede em São Paulo, possuem ligação com o caso Master e eram controladas por Maurício Quadrado, ex-sócio do Banco Master. A decisão do BC implica na indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições a partir desta quinta-feira (3).

A Trustee DTVM atuava como a principal administradora dos fundos do Master Asset Management, braço de gestão de recursos do conglomerado. Além disso, a instituição foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em 2025.

A investigação da Polícia Federal apurou um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio que utilizava fintechs e fundos de investimento para movimentar recursos. Segundo dados da Receita Federal, o grupo investigado chegou a controlar cerca de 40 fundos, com patrimônio total estimado em R$ 30 bilhões.

Sobre a investigação, a Trustee afirmou que havia deixado a administração dos fundos em questão antes mesmo da ação da Polícia Federal. A empresa alegou que a decisão ocorreu após identificar inconsistências relacionadas à atualização cadastral.

A Banvox DTVM também integrava o mesmo conglomerado prudencial da Trustee. O Banco Central informou que seguirá adotando as medidas necessárias para apurar as responsabilidades pelas irregularidades, o que pode resultar em sanções administrativas e no encaminhamento de dados às autoridades competentes.

De acordo com a autoridade monetária, as distribuidoras pertencem ao segmento S4 da regulação prudencial e possuem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Em julho de 2026, as duas instituições representavam, juntas, menos de 0,001% do ativo total ajustado do SFN.

No mesmo período, o volume de administração de recursos de terceiros realizado pelas duas empresas correspondia a 0,76% do total do mercado. O Banco Central reforçou que as medidas visam assegurar a conformidade com as disposições legais vigentes.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.