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Economia

Taxas do Tesouro Direto sobem com alta dos juros nos EUA e tensões no Oriente Médio

Rendimento de títulos brasileiros acompanha alta dos juros americanos e incertezas geopolíticas no Estreito de Ormuz

Por Redação Diário Local

As taxas dos títulos do Tesouro Direto apresentaram alta generalizada nesta terça-feira (1). O movimento é pressionado pela escalada de tensões no Oriente Médio, que levou os juros globais aos maiores níveis em mais de um ano.

Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de dez anos, principal referência para investimentos no mundo, subiu para 4,788%. O papel de 30 anos avançou para 5,272%, enquanto o de dois anos subiu para 4,362%. A alta acompanha novas hostilidades na região, após ataques de forças americanas contra o Irã e um incidente com um navio-tanque na costa de Omã, no Estreito de Ormuz.

O petróleo reagiu à instabilidade geopolítica. O barril do tipo WTI subiu mais de 1%, superando US$ 87, e o Brent avançou mais de 1%, ficando acima de US$ 92.

Por que os juros estão subindo?

A incerteza sobre a reabertura do estreito de Ormuz, após seis meses de guerra, mantém as preocupações com a inflação em níveis elevados. Segundo Ulrike Hoffmann-Burchardi, diretora de investimentos das Américas e chefe global de ações do UBS, a volatilidade deve continuar no curto prazo.

Além do fator geopolítico, a ausência de um caminho claro para a estabilidade na região, as questões fiscais e a incerteza sobre a política do Federal Reserve, o banco central americano, também pressionam os títulos. O aumento das emissões de dívida ligadas à inteligência artificial é outro fator de pressão.

Desempenho no Tesouro Direto

No mercado brasileiro, o título IPCA+ 2050 registrou a maior alta do dia, subindo de 7,32%, registrado na segunda-feira (31), para 7,40% nesta manhã. O avanço foi de 8 pontos-base.

O IPCA+ 2032 também subiu, passando de 8,04% para 8,11%. Os títulos prefixados 2032 e com juros semestrais 2037 registraram alta de 7 pontos-base, saindo de 14,62% para 14,69%. Nos demais vencimentos, o avanço variou entre 5 e 7 pontos-base.

Cenário doméstico e indicadores

No Brasil, o PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre na comparação com o período anterior. O resultado ficou acima do esperado pelo mercado, mas aponta uma trajetória de desaceleração econômica.

Os investidores acompanham também a reunião de ministros de finanças do G20, que termina nesta terça-feira (1) em Asheville, na Carolina do Norte. No cenário americano, o mercado monitora dados do ISM industrial e do JOLTS, além do payroll, divulgado na sexta-feira (5).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.