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Economia

Bitcoin opera em alta e ultrapassa US$ 65 mil após dados de emprego nos EUA

Ativo superou a resistência de US$ 65 mil nesta sexta-feira (7), impulsionado por mercado de trabalho mais fraco nos Estados Unidos.

Por Redação Diário Local

O bitcoin operou em alta nesta sexta-feira (7) e chegou a superar a marca de US$ 65 mil, nível que vinha atuando como resistência para o ativo, após a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos.

A movimentação ocorreu após o relatório de payroll de julho mostrar que o mercado de trabalho norte-americano perdeu 23 mil vagas. O dado foi inferior à expectativa de criação de 80 mil postos de trabalho, conforme divulgado pelo mercado.

Por volta das 16h10 (horário de Brasília), o bitcoin subia 0,6%, cotado a US$ 64.851,42, enquanto o ethereum apresentava alta de 0,26%, operando a US$ 1.913,78, de acordo com a plataforma Binance.

Por que o payroll afetou as criptomoedas?

O enfraquecimento do mercado de trabalho nos EUA reforçou a percepção de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, pode demorar mais para elevar os juros com o objetivo de conter a inflação.

Segundo a ferramenta de monitoramento FedWatch, do CME Group, as apostas de que o Fed elevará os juros em setembro caíram de 46,3% para uma probabilidade menor, enquanto a chance de manutenção das taxas na próxima reunião subiu de 45,3% para 53,8%.

Analistas da Novaque Research observaram que, embora o cenário de juros possa favorecer o ativo, preocupações persistentes com a inflação nos Estados Unidos ainda pesam sobre a demanda por criptoativos.

Riscos de novos recuos

A Novaque Research também alertou que o bitcoin pode enfrentar pressão de venda caso traders alavancados, que apostam em ganhos de longo prazo, sejam forçados a reduzir suas posições caso os preços não continuem subindo.

Em outro cenário relacionado ao setor, o subdiretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dan Katz, afirmou nesta sexta-feira (7) que a expansão de stablecoins (criptomoedas atreladas a ativos estáveis) pode dificultar o controle de fluxos de capitais em países emergentes e acelerar a dolarização.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.