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Economia

BMW registra lucro acima do esperado no segundo trimestre com novos modelos e corte de despesas

Montadora alemã teve margem Ebit de 2,3% no período e busca reduzir custos com demissões e uso de inteligência artificial

Por Redação Diário Local

O lucro da BMW com a fabricação de automóveis no segundo trimestre ficou ligeiramente acima das expectativas, após a montadora alemã reduzir despesas e se beneficiar da demanda por novos modelos. A margem Ebit da divisão automotiva alcançou 2,3% no período, informou a empresa nesta quinta-feira (30).

Embora o resultado represente uma queda em relação ao registrado um ano antes, o índice ficou acima das estimativas do mercado e dentro da faixa projetada pela companhia para 2026, que é entre 1% e 3%.

Quais os desafios da montadora no mercado global?

A concorrência na indústria automobilística global tem se intensificado, segundo o diretor financeiro Walter Mertl. A BMW enfrenta obstáculos como a desaceleração de negócios na China, tarifas impostas pelos Estados Unidos e Europa — que reduziram a margem Ebit em cerca de 1,25 ponto percentual no segundo trimestre — e as tensões no Oriente Médio.

A empresa também lida com as pressões da valorização cambial desfavorável e do aumento nos preços das commodities. Na China, mercado principal da marca, a concorrência de fabricantes locais, como a Xiaomi, e a crise no setor imobiliário têm pressionado o setor de veículos elétricos.

No segundo trimestre, as vendas da BMW na China ficaram abaixo das registradas nas Américas pela primeira vez em dez anos. Por outro lado, a marca registrou crescimento na Europa e nos Estados Unidos, com as entregas avançando quase 12% no período.

Como a BMW pretende reduzir custos?

Para enfrentar os desafios, a montadora acelerou programas de redução de despesas. Após economizar € 2,5 bilhões no ano passado, a frente atual de corte inclui um plano para eliminar 8 mil postos de trabalho, o que representa cerca de 5% da força de trabalho global da companhia.

Nesta semana, a empresa fechou um acordo com representantes dos funcionários para oferecer pacotes de desligamento voluntário. Outras medidas incluem o cancelamento da participação no Salão do Automóvel de Paris.

O diretor financeiro afirmou que as medidas de corte estão ganhando velocidade com o uso crescente de inteligência artificial no desenvolvimento da companhia. O objetivo, segundo o CEO Milan Nedeljkovic, é retornar à meta histórica de margem Ebit entre 8% e 10% até o início da próxima década.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.