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Economia

Bradesco BBI mantém recomendação neutra para ações do Magazine Luiza com preço-alvo de R$ 7

Banco identifica oportunidade de crescimento no varejo, mas teme impacto de juros altos e necessidade de capital de giro.

Por Redação Diário Local

O Bradesco BBI manteve a recomendação neutra para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), com preço-alvo estabelecido em R$ 7,00. A postura do banco é de cautela, apesar de identificar um potencial de crescimento relevante para a varejista no setor.

As ações da companhia registraram uma alta de 64% até o dia 23 de outubro (quarta-feira), mas devolveram parte dos ganhos após o resultado das eleições. A projeção é de que o papel feche o mês com uma queda de 30%.

A análise aponta que a reestruturação do Grupo Casas Bahia (BHIA3) pode atuar como um catalisador para o Magalu. Segundo o banco, o movimento pode permitir que a varejista conquiste nova participação de mercado e capture cerca de R$ 5,7 bilhões em vendas líquidas adicionais.

Esse aumento no volume de vendas representaria um ganho incremental de aproximadamente R$ 460 milhões no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Em função desse cenário, o banco elevou em 16% sua estimativa de lucro líquido para o Magalu em 2027, fixando o valor em R$ 689 milhões.

O Bradesco BBI avalia que essa movimentação pode repetir o ganho de mercado observado após a derrocada da Máquina de Vendas, ocorrida em 2015. Contudo, a instituição observa que a expansão de volumes pode pressionar a geração de caixa no curto prazo, devido à maior necessidade de capital de giro.

Riscos e desafios para a valorização

Apesar das oportunidades de crescimento, o banco pondera que o cenário macroeconômico impõe limites. A perspectiva de juros elevados por um período mais longo e o alto custo de capital próprio são fatores que restringem o potencial de valorização das ações no momento.

A dinâmica competitiva do setor ainda pode gerar novas revisões positivas nas estimativas de resultados. No entanto, o equilíbrio entre a expansão comercial e a manutenção da saúde financeira da companhia permanece como um ponto de atenção para os investidores.

Mudanças na estratégia comercial

O Magazine Luiza também revisou sua estratégia comercial para fortalecer a competitividade. A companhia passou a concentrar suas lojas físicas em categorias consideradas prioritárias para o negócio.

Além do foco no varejo físico, a empresa tem buscado ampliar sua presença no ambiente digital. Para isso, o Magalu tem firmado parcerias estratégicas com plataformas de e-commerce, como Mercado Livre, Shopee e Amazon.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.