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São Paulo

Prefeitura de São Paulo e Jockey Club fecham acordo para pagamento de dívida de R$ 800 milhões

Acordo prevê a quitação de débitos tributários e a construção de um parque público com investimento privado até outubro de 2028

Por Redação Diário Local

A Prefeitura de São Paulo e o Jockey Club assinaram, nesta quinta-feira (29), um acordo para o pagamento da dívida tributária de R$ 800 milhões da instituição. O termo de cooperação prevê a quitação dos valores atrasados por meio de um programa de transação tributária municipal.

Além do pagamento do débito, o acordo estabelece que o setor privado realizará um investimento de R$ 100 milhões para a construção de um parque público de 85 mil m². A entrega do novo espaço está prevista para outubro de 2028.

O anúncio foi feito durante uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Jockey Club na Câmara Municipal. O prefeito Ricardo Nunes informou que o processo faz parte de um programa de transação tributária aberto pela cidade.

Como será feito o pagamento da dívida?

Para liquidar os débitos, o Jockey Club estabeleceu uma parceria com o banco BTG Pactual para o financiamento da quitação. De acordo com as informações divulgadas, cerca de R$ 228 milhões devem ser pagos à vista até esta sexta-feira (30), utilizando descontos oferecidos pela prefeitura de São Paulo.

O restante do montante será quitado de forma vinculada à operação de construção do parque de 85 mil m². A obra do espaço público também deve ser custeada pelo banco parceiro.

Renato Junqueira Filho, sócio e conselheiro da gestão do Jockey, afirmou que o clube realizará a venda de títulos para honrar os compromissos junto à instituição financeira, visando a recuperação financeira e institucional do clube de turfe.

Repercussão na Câmara Municipal

O relator da CPI do Jockey Club, o vereador Gilberto Nascimento, afirmou que a equipe do clube apresentou um plano robusto para o pagamento. O parlamentar ressaltou que, caso o pagamento não seja efetuado, a área deverá ser entregue ao município.

Por outro lado, o vereador Roberto Tripoli questionou o impacto financeiro do acordo, apontando uma redução nos valores que serão efetivamente pagos. Tripoli argumentou que a Câmara de Vereadores deve acompanhar de perto o processo de quitação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.