Desemprego no Brasil cai para 5,2% no terceiro trimestre, aponta IBGE
Taxa de desocupação recua para 5,2% e o número de ocupados atinge recorde de 103,6 milhões de pessoas, informa o IBGE.
Por Redação Diário Local
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% nos três meses até setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30). O número é inferior aos 5,4% registrados no segundo trimestre deste ano e aos 5,6% do terceiro trimestre de 2025.
Com o resultado, o país registrou 5,6 milhões de desocupados no período, o que representa uma queda de 4,0% (234 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 6,9%, correspondendo a 417 mil pessoas a menos sem trabalho.
A população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior nível desde o início da série histórica, em 2012. O índice teve alta de 0,6% no trimestre e de 1,2% no ano.
Quais setores impulsionaram a ocupação?
O setor da construção civil foi um dos destaques, com crescimento de 2,8% na ocupação no trimestre, somando 210 mil novos postos de trabalho. Além disso, o número de empregadores alcançou o recorde de 4,5 milhões de pessoas, uma alta de 4,3% no trimestre.
No setor público, o número de empregados com carteira assinada foi de 13,2 milhões. O dado permaneceu estável no trimestre, mas apresentou crescimento de 2,5% no ano, com mais 317 mil pessoas contratadas.
Segundo análise da pesquisa, o aumento de ocupados na educação, como professores de ensino fundamental e médio, contribuiu para o resultado do setor público, somando cerca de 45 mil pessoas. Atividades de administração pública e regulação municipal também ajudaram com a contratação de cerca de 30 mil profissionais.
O que dizem sobre o mercado de trabalho?
O número de empregados no setor privado com carteira assinada foi de 39,4 milhões, mantendo estabilidade tanto no trimestre quanto no ano. Outros grupos, como trabalhadores sem carteira no setor privado, por conta própria e domésticos, também não apresentaram variações significativas no período.
A estabilidade desses indicadores pode indicar que o mercado de trabalho aguardava possíveis mudanças relacionadas ao pleito eleitoral, segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill. O especialista ressalta que o rumo do mercado poderá ser observado com maior clareza nas próximas divulgações oficiais.
