Diário Local
Comércio

Lideranças e empresários de Marília pedem valorização do comércio em celebração ao Dia do Comerciante

Em celebração ao Dia do Comerciante, lideranças e empresários apontam a importância econômica do setor e cobram atenção para desafios como carga tributária e segurança.

Por Davy Albuquerque

O Dia do Comerciante, celebrado em 16 de julho, mobilizou lideranças, empresários e representantes sindicais em Marília para debater a importância econômica do setor e os desafios enfrentados pela categoria. O segmento é responsável pela geração de pelo menos 8 mil empregos na cidade, além de impulsionar a urbanização de bairros e a arrecadação municipal.

Durante as manifestações, o setor foi destacado como um motor de desenvolvimento para o município. Segundo os representantes, a atividade comercial contribui diretamente para a formação profissional e para a dinamização da economia local.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marília, Pedro Pavão, ressaltou que o segmento funciona como uma "escola" para a atividade profissional e pessoal. Ele pontuou que o comerciante devolve o apoio recebido por meio de impostos, renda e desenvolvimento urbano.

Pavão alertou, no entanto, para a vulnerabilidade do setor diante de crises econômicas, políticas ou internacionais. O dirigente defendeu maior atenção do poder público a temas como carga tributária, segurança e limites para atuação com maior liberdade econômica.

Desafios e mudanças no comércio

A Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim) também reforçou o papel do segmento na movimentação da cidade. O presidente da entidade, Carlos Francisco Bittencourt Jorge, afirmou que a data deve servir para uma reflexão sobre a importância da iniciativa comercial para o município.

O superintendente da Acim, José Augusto Gomes, destacou a complexidade de manter um negócio ativo no Brasil. Ele mencionou que o setor enfrenta desafios constantes, incluindo o rápido avanço do meio digital.

Empresários pioneiros da cidade também relataram mudanças no perfil do negócio. Enquanto nomes tradicionais como Subhi Ahmad Khalil Abu Khalil ressaltam a necessidade de resiliência e a força do atendimento personalizado, outros empresários, como João Gonçalves e Manuel Batista de Oliveira, apontam para a transição de um modelo familiar para um cenário de maior necessidade e exigência de proteção.

Complementaridade entre classes

A relação entre empregadores e trabalhadores foi um ponto central nas discussões. Mário Herrera, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, defendeu que empresários e comerciários possuem papéis complementares e devem caminhar juntos.

Para o dirigente, enquanto os empresários investem e empreendem, os comerciários atuam como o elo essencial de ligação com o consumidor. Ele defendeu que ambos os lados do processo devem ser igualmente valorizados.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.