Custeio administrativo da União soma R$ 33,3 bilhões no primeiro semestre de 2026
Despesa para manter a estrutura federal subiu 10,7% em termos reais no primeiro semestre de 2026, o maior valor em 12 anos.
Por Redação Diário Local
O custeio administrativo da União somou R$ 33,3 bilhões no primeiro semestre de 2026. O montante, em valores corrigidos pela inflação, representa uma alta de 10,7% em comparação aos R$ 30,1 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Segundo dados do Tesouro Nacional, este é o maior valor destinado ao funcionamento da estrutura federal em um primeiro semestre desde 2014. Naquele ano, o custeio totalizou R$ 35,4 bilhões.
Os gastos referem-se ao terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O valor reflete as despesas necessárias para manter a máquina pública em atividade, sem incluir os recursos destinados a investimentos.
O que compõe o custeio administrativo?
O cálculo do custeio administrativo abrange itens essenciais para a manutenção da estrutura federal. Estão incluídos nesse grupo gastos com contratações temporárias, manutenção e contas de consumo, como água e energia elétrica.
Também integram o montante despesas com serviços terceirizados, combustíveis, diárias, passagens e aluguéis. O objetivo desses recursos é garantir a operação contínua dos órgãos do governo.
Principais categorias de despesas
Os serviços de apoio foram os que mais pesaram no orçamento do primeiro semestre de 2026, somando R$ 16,7 bilhões. Esta categoria engloba atividades de limpeza, conservação e terceirização de mão de obra.
O setor de serviços de apoio registrou um crescimento de 13,3% em relação ao mesmo período de 2025. O aumento contribuiu para a elevação do gasto total da União no semestre.
A tecnologia da informação (TI) também apresentou impacto relevante, com despesas de R$ 4,5 bilhões. Outros gastos significativos foram os de combustíveis e de aluguel e conservação de imóveis, ambos totalizando R$ 2,6 bilhões cada.
