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Economia

Vendedores de imóveis aceitam descontos de até R$ 50 mil para impulsionar vendas

Com a Selic alta e dificuldades em empréstimos, 63% dos proprietários aceitam reduzir o preço de venda em até R$ 50 mil.

Por Redação Diário Local

Uma parcela significativa de proprietários de imóveis está disposta a reduzir os preços de venda para contornar o impacto dos juros altos e a dificuldade na obtenção de financiamentos. Segundo levantamento do setor, 63% dos vendedores aceitam reduzir o valor de uma propriedade em até R$ 50 mil para viabilizar o fechamento de novos negócios.

A movimentação ocorre em um cenário de retração no setor de habitação, dificultado pela alta da taxa Selic. Com o crédito imobiliário mais caro e rigoroso, o poder de compra dos consumidores é afetado, forçando o mercado a buscar alternativas para manter o fluxo de vendas ativo.

A estratégia de redução de preços foca em atrair compradores que encontram barreiras para acessar o crédito bancário. Ao baixar o montante total do imóvel, os proprietários tentam compensar a menor capacidade de endividamento das famílias diante das atuais condições de mercado.

Além da redução estrutural no valor do bem, o estudo aponta que 5% dos vendedores também demonstram disposição para conceder descontos pontuais durante as negociações diretas. Essa flexibilidade busca suavizar o impacto das taxas de juros no custo final da transação.

O mercado imobiliário tem sentido os reflexos da política monetária nos últimos meses. A dificuldade em conseguir empréstimos com condições favoráveis tem freado o setor da casa própria, exigindo adaptações tanto de quem vende quanto de quem busca financiamento.

Especialistas do setor observam que a redução de valores é uma resposta direta à queda na demanda por crédito. Sem o incentivo do financiamento acessível, o preço de venda acaba sendo o principal mecanismo de ajuste para garantir a liquidez dos ativos imobiliários.

A tendência de negociações mais flexíveis deve continuar enquanto as condições de crédito permanecerem restritivas. A redução de custos, seja por preço nominal ou por descontos em negociações, aparece como a principal ferramenta para evitar o estancamento das vendas de imóveis residenciais.

Para os compradores, o momento exige maior cautela e busca por oportunidades que permitam o encaixe no orçamento atual. Para os vendedores, a estratégia de redução de margem tem se mostrado o caminho para não deixar o patrimônio parado diante de um mercado de crédito mais seletivo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.