Governo prorroga vigência do Desenrola 2.0 até o final de agosto para estimular consumo
Medida busca facilitar a quitação de dívidas e o acesso ao crédito, mas inadimplência entre pessoas físicas ainda apresenta alta.
Por Redação Diário Local
O governo anunciou, nesta terça-feira (28), a prorrogação do programa Desenrola 2.0 até o final de agosto. A medida tem como objetivo central incentivar o consumo das famílias ao facilitar a quitação de dívidas e a retomada do acesso ao crédito junto às instituições financeiras.
A decisão, comunicada por Dario Durigan, não deve demandar novos aportes do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mantendo as regras e restrições do modelo atual sem alterações.
Qual é o impacto na inadimplência?
Apesar da extensão do prazo, os indicadores de inadimplência ainda não mostram uma redução clara. Dados do Banco Central referentes ao mês de junho indicam que a inadimplência entre pessoas físicas cresceu para 5,6%, mesmo durante a vigência do programa.
A análise do cenário aponta que, embora parte das famílias tenha conseguido renegociar débitos e obter alívio no orçamento, o endividamento segue disseminado. Muitos inadimplentes possuem dívidas em múltiplas instituições, incluindo contas de consumo.
Muitas famílias conseguiram resolver apenas parcelas de suas dívidas e ainda passam por um processo de reorganização financeira para retomar o poder de compra e o uso de crédito.
Impacto fiscal e medidas econômicas
O Desenrola 2.0 integra um conjunto de iniciativas adotadas pelo governo para estimular a economia nacional. Entre as ações citadas estão a liberação do Fundo de Garantia, o Vale Gás e financiamentos para motoristas de aplicativo.
Analistas estimam que esse pacote de medidas represente um gasto superior a R$ 250 bilhões. Esse volume de recursos injetados na economia pode comprometer a condição fiscal do país.
O agravamento do endividamento público, decorrente desse volume de gastos, pode atuar como um limitador para o ritmo de cortes na taxa de juros no Brasil. Por outro lado, a iniciativa é vista como um caminho para que a população retome o ciclo de consumo.
