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Economia

Dinheiro esquecido em bancos cai para R$ 5,1 bilhões, informa Banco Central

Montante disponível para resgate via Sistema de Valores a Receber diminuiu em relação ao mês anterior, segundo o Banco Central.

Por Redação Diário Local

O volume de dinheiro esquecido por brasileiros em instituições financeiras é de R$ 5,1 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (11/08). Os valores são referentes ao mês de junho de 2026 e podem ser consultados e resgatados por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR).

O montante atual representa uma queda em relação aos R$ 6,2 bilhões registrados no levantamento de julho, que contemplava o mês de maio. A redução ocorreu porque parte dos recursos foi encaminhada para o Fundo Garantidor de Operações (FGO).

O objetivo desse repasse é sustentar a diminuição dos juros aplicados nas renegociações de dívidas do programa Desenrola 2.0, o Novo Desenrola Brasil. O movimento faz parte das estratégias de controle e suporte ao programa de renegociação de crédito.

De acordo com a autoridade monetária, o saldo de R$ 5,1 bilhões está dividido entre diferentes perfis de usuários. Enquanto R$ 3,7 bilhões estão disponíveis para 22 milhões de clientes (pessoas físicas), outros R$ 1,3 bilhão podem ser retirados por 2 milhões de empresas.

A distribuição dos valores por faixa de preço revela que a maior parte do montante é composta por quantias pequenas. Cerca de 69,84% dos valores disponíveis são de até R$ 10, enquanto apenas 2,12% das quantias superam R$ 1 mil.

Os bancos são os principais detentores dos recursos esquecidos, seguidos por consórcios, instituições de pagamentos e cooperativas. No acumulado até junho, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 15,8 bilhões ao total, sendo R$ 11,6 bilhões para pessoas físicas e R$ 4,1 bilhões para pessoas jurídicas.

Como consultar e resgatar os valores

Para realizar a consulta, o cidadão deve acessar o site oficial do Sistema de Valores a Receber (SVR) dentro do período de saque informado. É obrigatório realizar o login por meio de uma conta Gov.br de nível prata ou ouro; usuários com nível bronze precisam aumentar a segurança do cadastro no site ou aplicativo do governo.

Após o login, o sistema mostra o valor exato, a instituição responsável pela devolução e a origem do recurso. O resgate pode ser feito por duas vias: via Pix, com prazo de até 12 dias úteis, ou diretamente com a instituição financeira, para quem não possui a chave Pix cadastrada.

Desde o dia 27 de maio de 2025, o Banco Central também disponibiliza uma opção para habilitar a solicitação automática de resgate. O serviço é facultativo e não altera as demais funcionalidades e regras de segurança do sistema de consulta.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.