Dólar fecha o dia em queda e opera a R$ 5,14 nesta terça-feira (25)
Moeda operou em baixa acompanhando o cenário externo e o recuo nos preços do petróleo, segundo dados de mercado.
Por Redação Diário Local
O dólar à vista encerrou a comercialização desta terça-feira (25) com queda de 0,23%, cotado a R$ 5,1414. O recuo da moeda frente ao real acompanhou a melhora do cenário externo e o movimento de baixa no preço do petróleo.
O petróleo tipo Brent registrou queda de 3%, mantendo o valor do barril abaixo da marca de US$ 90. A redução nos preços do combustível ajuda a aliviar as preocupações de investidores sobre possíveis choques de energia e seus impactos na inflação e nos juros globais.
No mercado internacional, o ambiente é influenciado por relatos de uma possível proposta dos Estados Unidos ao Irã. A negociação envolveria a suspensão de sanções em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, embora a informação ainda não tenha sido confirmada por Washington.
Além disso, os investidores aguardam indicadores de inflação nos EUA e o balanço da empresa de tecnologia Nvidia. O movimento de cautela também ocorre antes de uma semana com agenda carregada de eventos econômicos no cenário americano.
No plano doméstico, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 3,6 pontos em agosto, atingindo 84,7 pontos. O resultado representa o menor nível registrado pelo indicador desde novembro de 2022.
A FGV destacou que o índice registra a quarta queda consecutiva. O desempenho sinaliza uma deterioração no humor das famílias brasileiras, o que pode indicar uma desaceleração no consumo de bens e serviços durante o segundo semestre.
Quanto às contas públicas, a divulgação dos dados da arrecadação federal de julho, que estava prevista para esta terça-feira (25), foi adiada. Até o momento, não foi definida uma nova data para a publicação dos números.
Apesar do adiamento, o mercado trabalha com estimativas para o período. A mediana das projeções aponta uma arrecadação de R$ 284,6 bilhões em julho, valor superior aos R$ 264,437 bilhões registrados em junho.
