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Dólar cai para R$ 5,163 e Ibovespa fecha em queda de 0,68%

Mercados reagiram aos relatórios de emprego no Brasil e nos EUA, com moeda norte-americana em queda acumulada de 5% no ano.

Por Diário Local

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (30.jun.2026) cotado a R$ 5,163, com variação de -0,23% no dia. A moeda oscilou entre R$ 5,162 na mínima e R$ 5,201 na máxima, acumulando queda de aproximadamente 5% em 2026.

O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), fechou aos 172.029,73 pontos, registrando queda de 0,68% na sessão. O indicador teve máxima de 173.204,72 e mínima de 170.538,48, e acumula alta de 23,89% no ano.

Reação aos dados de emprego

Os mercados responderam aos indicadores de emprego divulgados no Brasil e nos Estados Unidos. O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostrou abertura de 72.960 vagas formais em maio, volume abaixo das expectativas do mercado e mais de 50% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Nos EUA, o relatório Jolts (Job Openings and Labor Turnover Survey) apontou 7,6 milhões de vagas de emprego em aberto em maio, informação acompanhada de perto pelos investidores para calibrar as expectativas sobre a política monetária.

Impacto na política monetária

Um mercado de trabalho mais aquecido tende a elevar as pressões inflacionárias e reduzir as chances de cortes nos juros por parte dos bancos centrais. Por outro lado, o enfraquecimento do emprego reforça as apostas em uma política monetária mais branda, influenciando o comportamento do dólar, da Bolsa e das taxas de juros.

A leitura desses indicadores é especialmente relevante no atual ciclo de política monetária. Embora o Banco Central brasileiro tenha sinalizado cautela antes de iniciar um novo ciclo de afrouxamento, o Federal Reserve ainda busca evidências de desaceleração da economia e da inflação para retomar os cortes de juros. Ambas as instituições também monitoram os impactos da situação geopolítica envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, que mesmo com menor intensidade nas últimas semanas, tende a persistir através da volatilidade dos preços da energia, riscos às cadeias globais de suprimentos e aumento das incertezas, fatores que podem pressionar a inflação e influenciar as decisões sobre os juros.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.