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Economia

Dólar sobe pela quarta vez seguida e atinge R$ 5,19 com saída de investidores estrangeiros

Moeda norte-americana registrou quarta alta consecutiva nesta quinta-feira (13) devido à redução de posições de investidores em ativos locais.

Por Redação Diário Local

O dólar registrou sua quarta alta consecutiva frente ao real nesta quinta-feira (13), operando a R$ 5,192 na venda. A valorização de 0,25% da moeda norte-americana ocorre em um cenário de redução de posições de investidores estrangeiros em ativos locais.

O movimento de saída de capital ganhou força a partir de terça-feira (11), após o banco JPMorgan rebaixar a recomendação para o Brasil e a divulgação de pesquisas eleitorais que confirmam o favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial.

Apesar da alta no par dólar-real, a moeda americana recuou em relação à maioria das divisas latino-americanas. O contrato de dólar futuro para setembro, o mais líquido na B3, registrou queda de 0,16%, cotado a R$ 5,206.

Na semana, o dólar acumula avanço de 2,15%, enquanto no mês a alta chega a 2,42%. O real apresenta o pior desempenho de agosto entre as principais divisas líquidas do mercado.

Por que o dólar está subindo?

O risco fiscal é apontado como um dos motores da desvalorização do real. Segundo o operador de câmbio Fernando Cesar, da corretora AGK, o pacote de benefícios incluído no projeto de lei complementar (PLP) que reduz a tributação de combustíveis piora o cenário fiscal e estimula a saída de estrangeiros.

O projeto de lei em questão recebeu críticas de analistas pela inclusão de benefícios à produção de fertilizantes, à exploração de minerais e pela liberação de gastos para a área de Defesa em 2026. Embora o texto preveja uma trava para despesas a partir de 2027, especialistas alertam que isso não garante queda na relação dívida líquida/PIB.

O especialista em câmbio Guilherme Casagrande observa que os ativos brasileiros não oferecem prêmios que justifiquem o aumento do risco com a proximidade das eleições, período que costuma elevar a volatilidade cambial. Ele ressalta ainda a falta de indicações de mudanças na política econômica para conter o endividamento público em 2027.

Cenário internacional e petróleo

No exterior, o índice DXY — termômetro do dólar frente a uma cesta de moedas fortes — operou com viés de queda, recuando cerca de 0,04% no período. Ao mesmo tempo, as taxas dos títulos americanos (Treasuries) recuaram após dados de inflação nos Estados Unidos mostrarem comportamento benigno.

O mercado também acompanha a volatilidade do petróleo, que registrou queda de mais de 2% e segue acima de US$ 80 por barril. A dinâmica do petróleo impacta diretamente as expectativas sobre os juros americanos.

Segundo José Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos, se houver alívio nos preços do petróleo nos próximos meses, as probabilidades de o Federal Reserve (banco central americano) aumentar os juros ainda este ano podem diminuir. Atualmente, a ferramenta FedWatch aponta que as apostas para alta de juros migraram de outubro para dezembro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.