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Economia

Dólar pode cair para R$ 4,50 com resultado eleitoral favorável ao mercado, diz Goldman Sachs

Avaliação do Goldman Sachs indica que valorização do real pode continuar caso haja sinalização de política fiscal mais rígida.

Por Redação Diário Local

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais pode impulsionar uma valorização do real, permitindo que o dólar recue para uma faixa entre R$ 4,50 e R$ 4,80, segundo avaliação do Goldman Sachs. A projeção do banco americano considera que o desempenho eleitoral, se percebido pelo mercado como favorável a uma política fiscal mais restritiva, deve atrair investidores para a moeda brasileira.

De acordo com o relatório da instituição, os contratos de futuros já indicam uma queda de aproximadamente 4% do dólar frente ao real após o pleito. O movimento possui magnitude semelhante à registrada na segunda-feira após o primeiro turno da eleição de 2022.

Para os estrategistas do banco, o desempenho do senador Flávio Bolsonaro foi o principal elemento positivo para os mercados. O parlamentar obteve 47,03% dos votos válidos, superando as pesquisas mais recentes. No mesmo pleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou com 45,16% dos votos.

O banco também destacou que candidatos ligados à direita e nomes de centro-direita apresentaram desempenho acima das expectativas nas disputas para o Senado e para governos estaduais. Esse cenário contribuiu para a percepção de que o resultado eleitoral pode favorecer uma agenda econômica mais rigorosa.

Comparação com o ciclo de 2018

Para analisar o potencial de valorização, o Goldman Sachs utilizou como referência a eleição de 2018. Naquele período, com a vitória de Jair Bolsonaro, o dólar acumulou uma queda de cerca de 10% frente ao real durante a janela eleitoral. Na ocasião, a moeda brasileira atingiu seu nível mais forte na sexta-feira (02) anterior ao segundo turno.

Diferentemente daquele ciclo, o banco avalia que, embora os riscos de governabilidade possam ser menores desta vez, o pano de fundo fiscal é considerado bastante desafiador. Por isso, anúncios de candidatos sobre a política econômica devem ganhar peso maior na formação dos preços nos próximos dias.

Expectativas para o segundo turno

Uma cotação de aproximadamente R$ 4,80 seria consistente com a eliminação do prêmio fiscal residual incorporado ao real durante a forte depreciação de 2024. O banco aponta que há espaço para o dólar romper até mesmo a parte inferior dessa faixa, caso existam esforços de consolidação fiscal e um ambiente externo favorável.

Com o avanço da disputa para o segundo turno, o mercado deve acompanhar a redistribuição de votos e possíveis anúncios de nomes para compor equipes econômicas. A percepção dos investidores passará a depender cada vez mais das sinalizações dos candidatos sobre a gestão das contas públicas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.