Cofundador da Nomad trava disputa judicial com ex-cunhada por testamento
Conflito familiar entre Eduardo Haber e Paula Parisot envolve validade de testamento e medida protetiva na Argentina
Por Redação Diário Local
O cofundador da fintech Nomad, Eduardo Haber, enfrenta uma disputa judicial com a ex-cunhada, a artista visual Paula Parisot, referente ao testamento de Richard Haber, falecido em 2016. O conflito envolve a validade do documento de partilha de bens e resultou em uma medida cautelar de restrição de contato na Argentina.
A controvérsia central diz respeito à legitimidade do testamento deixado por Richard. No documento, metade da parte disponível da herança foi destinada aos descendentes e a outra metade ao irmão, Eduardo. Paula Parisot questiona o ato, alegando que o documento foi elaborado logo após um diagnóstico de tumor cerebral de Richard, o que poderia afetar sua plena capacidade de discernimento na época.
Existe uma ação judicial em segredo de justiça que busca a anulação do documento. Fontes próximas ao núcleo familiar afirmam que Richard não teria condições de tomar decisões importantes no momento da elaboração do testamento.
Medida protetiva na Argentina
Além da disputa pela herança, a Justiça da Cidade de Buenos Aires determinou uma medida cautelar contra Eduardo Haber. A decisão foi tomada após denúncias apresentadas por Paula Parisot, que reside na Argentina com os filhos, sobre supostos episódios de perseguição e invasão de perfis em redes sociais.
A medida, aplicada pelo Juizado Civil nº 23 de Buenos Aires, proíbe qualquer tipo de contato físico, telefônico, por e-mail ou redes sociais entre Eduardo e a ex-cunhada e os sobrinhos. A decisão baseou-se em um relatório da Oficina de Violência Doméstica da Corte Suprema de Justiça da Nação, que classificou o risco de violência familiar como moderado.
A restrição, que inicialmente tinha prazo de 120 dias, tornou-se por tempo indeterminado após uma decisão deste mês. A defesa do empresário contesta a medida e afirma que as denúncias que a fundamentam já foram arquivadas pela Justiça por inexistência de delito.
Acusação de estelionato
Em outro processo, a família Haber acusa Paula Parisot de tentativa de estelionato na Argentina. Segundo a acusação, a artista teria apresentado mais de 150 comprovantes adulterados para simular gastos com atividades dos filhos e obter reembolsos indevidos da ex-sogra.
O Ministério Público argentino atribuiu à artista episódios de tentativa de estelionato com uso de documentos privados falsos, ocorridos entre 2018 e 2020. Para evitar o julgamento, Paula firmou um acordo de probation em agosto de 2024, o que incluiu a condição de não viajar ao exterior sem autorização judicial.
A defesa de Eduardo Haber afirma que a família sofre com atos de perseguição há dez anos e que as ações de Paula já foram classificadas pela Justiça argentina como tentativa de estelionato. Procurada, Paula Parisot declarou que não irá se manifestar em razão do sigilo decretado nas ações judiciais.
