Argentina lançará programa que concede cidadania em troca de investimentos estrangeiros
Governo argentino anunciou programa para atrair capital e reduzir dívida; interessados devem doar valores ao Tesouro ou comprar títulos.
Por Redação Diário Local
O governo da Argentina anunciou que lançará, ainda no quarto trimestre de 2026, um programa que concederá a cidadania argentina a estrangeiros que realizarem investimentos no país. A medida busca atrair capital externo e gerar novas fontes de receita para reduzir a dívida pública argentina.
A divulgação do “Programa de Cidadania por Investimento da Argentina” ocorreu durante o evento Argentina Week, realizado entre nesta quarta-feira (30) e nesta sexta-feira (2), em Paris, na França. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e pelo chefe de gabinete, Diego Santilli, nesta sexta-feira (2).
De acordo com as regras apresentadas, os interessados na cidadania deverão seguir uma de duas modalidades de investimento. É possível realizar uma doação não reembolsável de US$ 350 mil ao Tesouro da Argentina ou comprar títulos públicos de cupom zero no valor de US$ 800 mil.
O governo de Javier Milei informou que as solicitações passarão por uma avaliação rigorosa. O processo de análise tem como objetivo garantir a segurança nacional, a integridade do sistema financeiro e o prestígio internacional do documento argentino.
Regras para familiares
O programa também contempla o núcleo familiar do requerente principal. O cônjuge e os filhos podem solicitar a cidadania, desde que comprovem o parentesco e realizem as contribuições exigidas para cada categoria.
Para cônjuges e filhos solteiros, sem descendentes e com idade entre 18 e 25 anos, o valor da contribuição ao Tesouro argentino é de US$ 100 mil. Já para menores de 18 anos, o montante exigido é de US$ 25 mil.
Em um caso de grupo familiar composto por um requerente principal, cônjuge e dois filhos menores, o investimento total para obter a cidadania argentina será de US$ 500 mil.
Durante o evento em Paris, o chefe de gabinete, Diego Santilli, destacou que a iniciativa visa abrir o país para cidadãos do mundo que desejam investir e desenvolver o território nacional.
