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Economia

El Niño e balanços do 2T26 movimentam mercado em meio a novo cenário de inflação

Mercado monitora projeções de lucro de empresas e riscos do fenômeno climático para o preço de alimentos.

Por Redação Diário Local

O cenário econômico para o restante de 2026 é marcado pela expectativa sobre os resultados das empresas brasileiras e pelos riscos climáticos do fenômeno El Niño. Enquanto os balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26) sinalizam uma retomada, o clima pode pressionar a inflação de alimentos no final do ano.

A XP projeta que as empresas acompanhadas apresentem uma recuperação relevante após dois trimestres de retração. As estimativas indicam um avanço de 9,9% na receita líquida anualizada, além de altas de 20,5% no EBITDA e de 19,8% no lucro líquido.

Quais os riscos do El Niño para o consumo?

O fenômeno El Niño, que deve ser um dos mais fortes registrados, é um ponto de atenção para o setor de agricultura. A análise aponta que os impactos climáticos devem elevar os custos de produção, o que pode gerar um aumento nos preços dos alimentos a partir do quarto trimestre de 2026.

A preocupação com o clima altera as expectativas sobre a inflação e como os ativos financeiros devem se comportar nos próximos meses. O monitoramento dos sinais de inflação e da política monetária torna-se peça fundamental para o entendimento do mercado diante dessa mudança de cenário.

Como está a projeção da inflação?

A desaceleração observada em diversos segmentos refletiu no IPCA-15 de julho, que ficou abaixo das estimativas do mercado. O comportamento dos dados indicou um ambiente inflacionário favorável, com uma dispersão menor nos aumentos, sugerindo que o alívio de curto prazo não seja apenas pontual.

Em razão desse cenário, a projeção para o IPCA ao final de 2026 foi revisada de 5,2% para 5,1%. O movimento reflete a tendência de acomodação dos preços em setores estratégicos da economia.

O que os investidores estão buscando?

No mercado de investimentos, houve um movimento de migração da renda variável para a renda fixa. Embora a atratividade da renda fixa tenha recuado, a categoria ainda lidera o interesse dos clientes. Contudo, quase metade dos investidores continua buscando oportunidades na Bolsa, aguardando preços mais favoráveis para aumentar as alocações.

No varejo, o pedido de oferta pública inicial (IPO) da Shein é visto como um sinal de força da marca, mesmo com os desafios da carga tributária. Em contrapartida, companhias nacionais mantêm posicionamento competitivo com margens que permitem ajustes tarifários.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.