Ações da Embraer sobem quase 5% após acordo para venda de aeronaves à Grécia
Papéis da fabricante de aeronaves operam em alta nesta terça-feira (3) após assinatura de contrato para venda de três aviões KC-390 Millennium.
Por Redação Diário Local
As ações da Embraer operam em alta nesta terça-feira (3), após a fabricante de aeronaves assinar um acordo com a Força Aérea da Grécia para a venda de três aeronaves multimissão KC-390 Millennium. O contrato prevê ainda três opções adicionais de compra para o país europeu.
Até as 11h53, as ações da companhia subiam 4,95%, sendo cotadas a R$ 104,53. O desempenho positivo dos papéis ocorre na contramão do índice Ibovespa, que registra queda no mesmo período.
O JPMorgan avaliou a operação de forma positiva e destacou que o crescimento da carteira de pedidos de Defesa deve sustentar a expansão da receita e das margens. Segundo analistas da instituição, as entregas anuais do modelo KC-390 devem avançar de cinco aeronaves em 2026 para 12 em 2030.
A confirmação das novas encomendas também reduz riscos para a projeção de crescimento anual composto (CAGR) da divisão de Defesa. A expectativa é de um aumento de receita de cerca de 15% entre 2026 e 2030, número superior aos 11% estimados para o conjunto total da Embraer.
O Bradesco BBI também considerou o anúncio favorável em relatório assinado por analistas. A instituição estima que o negócio gere um impacto de cerca de US$ 120 milhões no valor presente líquido (VPL), incluindo os serviços prestados.
Com o novo contrato, a carteira de pedidos da divisão de Defesa & Segurança deve subir 6%, enquanto o backlog consolidado da companhia deve crescer aproximadamente 1%. O acordo foi viabilizado por meio de uma negociação intergovernamental com Portugal.
O movimento reforça a flexibilidade comercial da fabricante e acompanha a tendência de aumento de gastos militares na OTAN. Atualmente, os pedidos do KC-390 para 2026 somam 15 aeronaves, englobando também encomendas dos Emirados Árabes Unidos e da Colômbia.
O BBI manteve a recomendação de compra para a Embraer, classificando-a como sua principal escolha no setor. A tese de investimento da instituição é sustentada pelo backlog robusto, pelo aumento gradual das entregas e pela expansão das margens operacionais.
