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Economia

Ibovespa cai quase 2% com piora nas projeções da Selic e incertezas fiscais

Bolsa paulista registra queda em meio a novas expectativas da pesquisa Focus e discussões sobre diretrizes econômicas.

Por Redação Diário Local

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou queda de 1,89% nesta terça-feira (3) até o meio-dia, operando aos 164.754,80 pontos. O recuo reflete a deterioração das perspectivas econômicas apontadas pela pesquisa Focus, do Banco Central, e a incerteza sobre as diretrizes fiscais e econômicas para o próximo governo.

Os dados do Focus indicam que analistas de mercado elevaram as projeções para a taxa Selic. A estimativa para o fim de 2026 passou de 13,25% para 13,50%. Já para o encerramento de 2027, a previsão subiu de 11,75% para 12,50%, acompanhada de expectativas de inflação mais alta e menor crescimento da atividade econômica.

A volatilidade no mercado é alimentada por especulações sobre a futura equipe econômica e possíveis mudanças na coordenação entre as políticas fiscal e monetária. O cenário é influenciado por relatos de que o governo poderia considerar propostas para um novo regime monetário, que incluem a limitação dos juros básicos no país.

Embora membros do governo tenham negado a realização de reuniões para discutir tais mudanças, o apoio público de nomes próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a propostas de redução da Selic tem gerado pressão. Para analistas, a incerteza sobre o perfil da gestão econômica faz com que investidores prefiram vender ativos em vez de comprar.

O que impacta as ações da Petrobras?

A Petrobras apresentou forte recuo nesta terça-feira (3). As ações preferenciais (PETR4) caíram 6,15% e as ordinárias (PETR3) perderam 5,95%. O movimento acompanha a queda nos preços do petróleo Brent no mercado internacional, que recuou na véspera.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou sobre as discussões econômicas e afirmou que a proposta de um novo regime monetário possui "deficiências" e não deve ser avaliada no momento. Durigan declarou ainda que as nomeações de novos diretores para o Banco Central (BC) serão feitas com rigor técnico e diferentes perfis.

O que esperar do mercado nos próximos dias?

O cenário para o curto prazo exige cautela devido aos juros longos elevados e ao ambiente externo menos favorável. O mercado também monitora a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta semana, com a maioria das expectativas apontando para a manutenção da Selic nos atuais 13,75% ao ano.

No setor corporativo, a temporada de balanços ganha força. Empresas como Itaú Unibanco (ITUB4), BB Seguridade (BBSE3) e RD Saúde (RADL3) devem apresentar seus resultados financeiros após o fechamento do pregão desta terça-feira (3).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.