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EUA devem ampliar lista de exceções a tarifas, mas carne e etanol podem ficar de fora, diz Fiesp

Representante da Fiesp acredita em avanço nas exceções tarifárias, mas sinaliza dificuldades para carne, etanol e madeira.

Por Diário Local

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) deve ampliar a lista de produtos que serão excluídos da tarifa de 25% sugerida pelo órgão, segundo informou o representante da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) nos EUA, Roberto Azevêdo.

O diplomata, que comanda o Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da entidade, acompanhou audiências públicas do USTR entre os dias 6 e 7 de julho. Ele avalia que, apesar da possibilidade de novas exceções, uma redução ou reversão significativa dos impostos permanece como um cenário distante.

De acordo com Azevêdo, a mudança expressiva nas taxas dependerá de negociações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos. "Os avanços são modestos e nós não estamos próximos de um desfecho", afirmou o representante da Fiesp.

A análise do diplomata baseia-se no tom das perguntas feitas aos depoentes durante as audiências. Para ele, o comportamento das testemunhas, empresas e associações presentes indica que seria razoável incorporar outros produtos à lista de exceções tarifárias.

Barreiras para carne, etanol e madeira

Apesar do otimismo com novas exceções, alguns setores brasileiros enfrentam forte resistência no mercado norte-americano. Durante os debates, representantes de setores dos Estados Unidos se posicionaram contra a isenção para produtos específicos.

Carne, etanol e madeira são os itens que devem enfrentar maior dificuldade para conseguir qualquer tipo de exceção tarifária. Nesses casos, o setor produtivo americano defendeu publicamente a manutenção da tarifa para proteger o mercado interno dos EUA.

Por outro lado, o representante da Fiesp observou que o pleito brasileiro encontrou apoio em outras áreas. Em determinados segmentos, o movimento de associações norte-americanas favoreceu a isenção, o que aumenta as chances de sucesso para esses produtos.

Roberto Azevêdo possui histórico na diplomacia comercial, tendo ocupado o cargo de diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC) entre 2013 e 2020.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.