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Fundos de investimento captam R$ 184,7 bilhões no primeiro semestre de 2026

Impulso da renda fixa e juros elevados de 14,25% ao ano impulsionaram a captação líquida no Brasil

Por Diário Local

A indústria brasileira de fundos de investimento registrou uma captação líquida de R$ 184,7 bilhões no primeiro semestre de 2026. O volume representa um salto de 120% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo entre aplicações e resgates foi de R$ 84 bilhões, segundo dados da Anbima.

O crescimento foi impulsionado pela busca por segurança e pelos juros elevados, com a taxa Selic em 14,25% ao ano. O patrimônio líquido do setor encerrou junho com R$ 11,1 trilhões, uma alta de 10% em comparação ao primeiro semestre de 2025.

O que impulsionou a renda fixa?

A categoria de renda fixa foi o destaque do período, sendo responsável por mais da metade da captação total. Os fundos desse segmento atraíram R$ 108,4 bilhões líquidos, um avanço de 36,6% comparado ao primeiro semestre de 2025.

Dentro da renda fixa, os fundos focados em títulos públicos tiveram desempenho superior aos de crédito privado. Entre janeiro e maio, a captação de crédito privado somou R$ 14,4 bilhões, mas o retorno médio do segmento ficou em torno de 3,1%, enquanto fundos de renda fixa simples registraram cerca de 6%.

O cenário de juros altos favoreceu as aplicações conservadoras. Enquanto o DI acumulou ganho bruto de 6,8% no semestre, os fundos multimercados apresentaram retornos variando entre 2,1% e 5,1%, de acordo com a estratégia de cada fundo.

Como foi o desempenho da renda variável?

Na renda variável, o cenário seguiu desafiador, mas com uma redução no ritmo de saídas de dinheiro. Os fundos de ações registraram resgates líquidos de R$ 6,5 bilhões, um volume bem menor do que os R$ 41,5 bilhões retirados no primeiro semestre de 2025.

Os fundos multimercados também sofreram resgates de R$ 9,9 bilhões, ante as retiradas de R$ 65,2 bilhões registradas no ano anterior. Em contrapartida, os ETFs (fundos de índice negociados em Bolsa) mantiveram expansão, com captação líquida de R$ 32,5 bilhões, contra R$ 5,1 bilhões no mesmo período de 2025.

Participação de outros fundos

Outras modalidades também registraram entradas relevantes, embora com resultados inferiores ao ano passado. Os Fundos de Investimento em Participações (FIPs) somaram R$ 32,1 bilhões, enquanto os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) captaram R$ 30,6 bilhões no semestre.

O número de investidores no mercado também cresceu, passando de 41,7 milhões para 45,6 milhões de contas. O total de fundos em funcionamento na indústria subiu 5,2%, totalizando 33.927 produtos disponíveis, aponta a Anbima.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.