Preço da gasolina sobe 30% nos EUA e Donald Trump cobra redução de valores das petroleiras
Preço médio do combustível atingiu US$ 4,095 por galão e pressão de Donald Trump ocorre após escalada de conflito no Oriente Médio
Por Redação Diário Local
O preço médio da gasolina nos Estados Unidos atingiu US$ 4,095 por galão nesta segunda-feira (4), o que representa um aumento de aproximadamente 30% comparado ao mesmo período do ano passado. O cenário de alta levou o presidente Donald Trump a pressionar as petroleiras americanas para que reduzam os preços cobrados dos consumidores.
Em declarações à imprensa na Casa Branca, Trump manifestou insatisfação com os lucros das empresas do setor e defendeu que os benefícios das medidas governamentais para ampliar a produção de petróleo sejam repassados à população. O presidente também criticou publicamente o CEO da Chevron, Mike Wirth, e mencionou a ExxonMobil em suas críticas sobre a gestão do setor energético.
Por que o preço da gasolina subiu?
A alta dos valores está diretamente ligada às tensões no Oriente Médio, especificamente no Estreito de Ormuz, região por onde passa 20% da produção mundial de petróleo. As ameaças de bloqueio na área geram incertezas sobre a oferta global, fazendo com que investidores elevem as cotações da commodity.
O óleo Brent, principal referência do mercado internacional, chegou a registrar US$ 126 o barril durante a escalada de conflitos, recuando para cerca de US$ 80 nesta terça-feira (5). Especialistas apontam que, mesmo com a redução da tensão, o preço para o consumidor final demora a cair devido ao funcionamento de estoques e contratos de longo prazo das refinarias.
Além disso, a estrutura das refinarias nos Estados Unidos contribui para essa volatilidade. Parte das unidades foi projetada para processar tipos de petróleo mais pesados, o que obriga o país a exportar parte da produção local e continuar importando petróleo estrangeiro, seguindo os preços internacionais.
Impacto no consumo e diferença para o Brasil
A elevação dos custos tem alterado o comportamento dos americanos. Segundo pesquisa da Ipsos, 44% dos consumidores nos EUA relataram redução nas viagens de carro, buscando economizar com o combustível através do uso de transporte público ou trajetos mais curtos.
Diferente dos Estados Unidos, onde a cadeia de combustíveis é pulverizada entre diversas empresas privadas, o Brasil apresenta uma dinâmica distinta. No mercado brasileiro, a Petrobras concentra grande parte da produção e da capacidade de refino.
Essa integração entre a extração e o refino no Brasil pode ajudar a amortecer as oscilações do mercado externo, embora o país não esteja imune às variações de preços globais do petróleo.
