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Economia

GLP abastece indústria e chega a todos os municípios brasileiros, segundo sindicato

Combustível é essencial para setores como vidro e cerâmica, movimentando 7,7 milhões de toneladas por ano, afirma o Sindigás.

Por Redação Diário Local

O gás liquefeito de petróleo (GLP) é um insumo estratégico para a indústria brasileira e alcança todos os 5.570 municípios do país, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás).

Embora seja amplamente associado ao uso doméstico em fogões, o combustível é essencial para diversos setores produtivos que exigem calor constante e alto controle de temperatura. O mercado de GLP no Brasil movimenta cerca de 7,7 milhões de toneladas por ano e posiciona o país como o sexto maior mercado mundial do tipo.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que uma parcela relevante do combustível comercializado abastece atividades comerciais, industriais e de serviços, como hospitais, hotéis, restaurantes e lavanderias industriais.

Como o GLP atua na indústria?

O combustível é utilizado em processos que exigem precisão térmica, como a fabricação de vidro, cerâmica e metalurgia. Segundo informações da Petrobras, o GLP pode ser empregado na geração de vapor, secagem, esterilização e em tratamentos térmicos devido ao seu elevado poder calorífico e facilidade de transporte.

Na indústria de vidro, por exemplo, o combustível mantém os fornos em temperaturas elevadas por longos períodos para transformar areia em frascos ou janelas. Na produção de cerâmica, o controle térmico evita rachaduras e deformações em revestimentos e telhas.

Já a metalurgia utiliza o gás para o aquecimento de peças destinadas aos setores automotivo, agrícola e de construção civil. A indústria têxtil também utiliza o insumo em etapas de tingimento, acabamento e secagem de tecidos.

Qual é a estrutura de distribuição?

Para atender a demanda nacional, o Sindigás afirma que o país conta com uma rede formada por refinarias, unidades de processamento, bases de armazenamento, distribuidoras e milhares de revendedores. Essa estrutura mantém uma média de 13 entregas por segundo em todo o território nacional.

Atualmente, há cerca de 134,6 milhões de botijões em circulação no Brasil. O abastecimento chega a 91% das famílias brasileiras e garante a continuidade operacional de grandes plantas industriais e pequenas empresas distribuídas pelo país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.