Ibovespa fecha semana com queda de 1,06% e Vale recua 6,18% antes do 1º turno das eleições
Mercado encerra a semana com Ibovespa em 185 mil pontos, Vale em queda semanal e Petrobras abaixo da máxima de R$ 50,70.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa encerrou a semana nesta sexta-feira (18) com queda de 1,06%, atingindo 185.229 pontos. O índice fechou próximo à região de suporte de 185.200 pontos, após cinco sessões de negociação.
No mesmo período, a Vale (VALE3) apresentou o desempenho mais negativo entre as grandes empresas, com recuo de 6,18% na semana, fechando a R$ 73,37. Já a Petrobras (PETR4) registrou baixa de 1,02%, sendo cotada a R$ 48,50.
O que esperar dos próximos pregões?
Para o Ibovespa, a região entre 189.487 e 192.890 pontos atua como resistência, enquanto a perda dos 185.200 pontos pode levar o índice para os níveis de 178.000 e 176.565 pontos. O analista André Moraes destaca que o monitoramento do fluxo de capital estrangeiro será essencial nesta reta final, especialmente após a redução do diferencial entre os juros brasileiros e americanos.
A proximidade das eleições — faltando 10 pregões para o primeiro turno — coloca variáveis como inflação, política fiscal e pesquisas no radar de quem opera na Bolsa.
Vale e a pressão no minério de ferro
A queda da Vale ocorreu em um momento de pressão sobre o minério de ferro, que atingiu a região de US$ 95 por tonelada em Cingapura. Além da commodity, os custos de frete e as margens das siderúrgicas chinesas impactam o setor.
Segundo análise do Goldman Sachs, a Vale possui uma exposição menor aos custos logísticos do que outros concorrentes, já que cerca de 75% de seu volume exportado está vinculado a contratos de longo prazo. A corretora XP também aponta que o papel negocia com um desconto em relação às mineradoras globais.
Petrobras e o cenário do petróleo
A Petrobras segue operando abaixo da máxima de R$ 50,70 registrada neste mês. No mercado internacional, o petróleo Brent encerrou a sexta-feira (18) cotado a US$ 103,87 por barril.
A XP projeta dividendos de cerca de US$ 3,8 bilhões para o terceiro trimestre. Sobre os preços dos combustíveis, o Itaú BBA calculou que o recente reajuste de R$ 1 no diesel reduziu a defasagem em relação à paridade de importação de 36% para 22%, embora a distância em relação à referência internacional ainda persista.
