Ibovespa tem dificuldade de acompanhar alta de bolsas em Nova York nesta quarta-feira (12)
Investidores acompanham dados de inflação nos EUA e digerem indicadores de serviços no Brasil para decidir rumo do índice.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa apresenta dificuldade em acompanhar a trajetória de alta das bolsas de Nova York nesta quarta-feira (12). O mercado brasileiro opera em um cenário de cautela, enquanto investidores monitoram os desdobramentos da inflação nos Estados Unidos e os indicadores de atividade econômica no Brasil.
Nas bolsas americanas, o índice de preços ao consumidor (CPI) registrou alta de 0,1% em julho ante junho, mantendo a variação de 3,4% no acumulado, conforme o previsto. O dado reforça as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) mantenha as taxas de juros entre 3,50% e 3,75% na reunião de setembro.
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta manhã que o volume de serviços prestados ficou estável em junho em comparação a maio. O resultado superou as projeções de queda de 0,2% que eram estimadas pelo mercado.
Por que o Ibovespa está com dificuldade de alta?
A volatilidade no mercado brasileiro é influenciada pela digestão de indicadores internos e pelo cenário externo. Além dos dados de serviços, investidores acompanham os balanços de empresas como a B3, além dos resultados de instituições como Banco do Brasil, Suzano, CSN e CSN Mineração, previstos para após o fechamento.
O sentimento de risco também é impactado por questões fiscais e incertezas políticas. Na terça-feira (11), o índice fechou em queda de 2,50%, atingindo o nível mais baixo desde 20 de janeiro. O movimento ocorreu após uma redução na recomendação de investimento para o Brasil por parte do JPMorgan.
A saída de capital estrangeiro também tem pressionado o índice. Segundo dados do dia 10 (domingo), houve uma retirada de R$ 1,656 bilhão por investidores internacionais. No acumulado de agosto, o volume de saídas de estrangeiros na B3 chega a R$ 7,212 bilhões, apesar de o saldo anual ainda registrar entrada de R$ 29,194 bilhões.
O que esperar dos juros e do mercado?
A estabilidade nos dados de inflação dos Estados Unidos e o resultado dos serviços no Brasil mantêm as apostas de uma nova redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em setembro, o que colocaria o juro básico em 13,75% ao ano.
No campo das commodities, o mercado monitora o petróleo Brent, que negocia próximo a US$ 90 o barril, e possíveis impasses nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota de transporte de petróleo mundial.
